6 músicas feministas de Rita Lee

“Nem toda feiticeira é corcunda
Nem toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
Sou mais macho que muito homem” Rita Lee & Zélia Duncan

Rita Lee escreveu canções de teor feminista

Não é de hoje que as mulheres bradam na música brasileira. O clamor pela igualdade e contra práticas abusivas vem de tempos remotos até os mais atuais. Ícones da cultura nacional influenciam e influenciaram nossas compositoras, como Leila Diniz, Elvira Pagã, Pagu e Luz Del Fuego, além de histórias cotidianas vividas por anônimas com as quais muitas se identificam; é o caso da “Maria da Vila Matilde” cantada por Elza Soares. Em verso, prosa e muito ritmo selecionamos 6 músicas feministas compostas por ninguém mais e ninguém menos do que Rita Lee, algumas das quais interpretadas por ela, e outras emprestadas a outras intérpretes que deram todo o charme às canções.

Rita Lee – Reza

“É, tudo bem, trabalhar para ganhar a vida, claro! Mas por que é preciso desperdiçar a vida que a gente ganha trabalhando para ganhar a vida?” Quino

álbum Reza

Uma senhora atravessa a rua, o arco, a serra da boa esperança. Rita Lee não esconde os pêlos pubianos (e públicos) nem as rugas vermelhos e negras! O suco gástrico esparramado pela cantora-atriz no divã deglute-se a conta-gotas.

No jardim babilônico que ela escolheu para passar a velhice, reclama como à juventude e pede mais sexo, menos yoga, reflete sobre as drogas (de todos os meios e tipos) ao som do bom rock’n’roll. Mas o ritmo que lhe satisfaz tem frutas e araras.