Milton Nascimento: “Nunca precisamos tanto de música, amor e educação”

“Não é possível adiar a vida.” Caio Fernando Abreu

Milton Nascimento começou a correr o país com a turnê “Clube da Esquina” em março, partindo de Juiz de Fora, onde ele vive atualmente. Além de capitais como Rio de Janeiro, São Paulo, Recife, Salvador, Brasília e outras cidades mineiras, caso de Tiradentes, o esperado sucesso da empreitada o levou a extrapolar fronteiras, subindo em palcos de Paris, Berlim, Madri, Amsterdã, Lisboa, Porto, Londres, Zurique e Tel Aviv. “O carinho das pessoas nesses nove países diferentes mexeu muito comigo, a emoção é a mesma em todos os lugares. Eu nunca curti tanto uma temporada”, confessa o cantor. A ideia de revisitar o repertório dos dois álbuns duplos que formataram a identidade do movimento, que unia influências da música barroca mineira ao insurgente fenômeno dos Beatles, veio com as efemérides: os 45 anos do primeiro disco e os 40 do segundo.