Cinema: Pornochanchada

Movimento do cinema nacional teve Nelson Rodrigues como referência

Pornochanchada

Nelson Rodrigues foi um dos preferidos, se não o escolhido, para ter suas obras passadas ao olho do “buraco da porta” da pornochanchada. O auto-apelido do dramaturgo, “anjo pornográfico”, era a cara descarada do gênero surgido na década de 70 para resgatar um jeito simples de contar histórias e atrair o público, combinando pornografia baratinha, quase inocente, sem os escândalos boateiros de sexo explícito, com muito deboche, comédia irônica e violenta. Algum autor mais indicado do que o jornalista dos contos da “Vida como ela é”? Difícil imaginar, afinal todos os personagens da pornochanchada podiam ser vistos como a dama do lotação, a prostituta Geni ou os malandros interessados em estupros de qualquer tipo.

Cinema: Loki

Balada do louco cinematográfica traz Arnaldo Baptista de volta aos holofotes 

Arnaldo Baptista

Quando Elis Regina visitou Rita Lee na cadeia, grávida e presa por porte de maconha, o gênero considerado movimento por alguns, tropicalista, moveu acorde importante na história da música brasileira.

Anos antes, no meio da década de 60, Elis havia liderado passeata da classe dominante artística (laureada MPB pela crítica especializada) contra a guitarra elétrica. Um dos convidados mais ilustres do protesto era o ainda nem tão doce bárbaro, Gilberto Gil.