10 músicas brasileiras conhecidas por apelidos

“Porque a maneira de reduzir o isolado que somos dentro de nós mesmos, rodeados de distâncias e lembranças, é botando enchimento nas palavras. É botando apelidos, contando lorotas. É, enfim, através das vadias palavras, ir alargando os nossos limites.” Manoel de Barros

Músicas brasileiras apelido

Quando o compositor erra, o público acerta e vem ao seu socorro. É isso o que provam os diversos apelidos que pululam na música brasileira. Uma rápida pesquisa será suficiente para que a surpresa dê lugar ao orgulho. Afinal de contas, é graças ao empenho da plateia que uma determinada canção, literalmente, troca de nome. Pois mais importante do que o cartório é o coro das vozes juntas. E nem precisa de assinatura. Já disse Jorge Amado: “anônimas por serem voz do povo”.

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6 versões inusitadas de Chico Buarque

“É assim como se o ritmo do nada
Fosse, sim, todos os ritmos por dentro” Chico Buarque

Chico em versões inusitadas

O fato de Chico Buarque renegar a condição de poeta não o torna menos merecedor do título. É em poucas e esparsas doses que o compositor tem se deixado sublinhar pelo tempo. “Caravanas”, lançado seis anos após o mais recente disco de inéditas, não precisa mais do que nove faixas para suster o encanto de uma lírica graciosa, bem-humorada, irônica, musical e moderna. “Blues Para Bia” exemplifica todas essas qualidades do gênio.

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6 polêmicas com Chico Buarque

“Vagueia, devaneia
Já apanhou à beça
Mas pra quem sabe olhar
A flor também é ferida aberta
E não se vê chorar” Chico Buarque

Chico Buarque Instagram

Graças a “Pra Não Dizer Que Não Falei das Flores”, música de Geraldo Vandré, uma carta de Tom Jobim (1927-1994) convocava Chico Buarque, 73, para ser vaiado. O episódio aconteceu em 1968, quando, ao receber sozinho os apupos da plateia na fase anterior do III Festival Internacional da Canção daquele ano, Jobim telegrafou para o parceiro de “Sabiá”. Interpretada pelo Quarteto em Cy, a canção venceu o concurso em detrimento do rasqueado de Vandré, preferida pelo público. “Venha urgente. Presença imprescindível”, acudia o Maestro Soberano.

Se até ali a experiência era inédita, Chico voltaria a estar no alvo décadas depois. A partir de 2013, ao ingressar no grupo Procure Saber para defender a proibição de biografias não-autorizadas, o autor de “Vai Passar”, “Apesar de Você”, “Cálice” e outras canções de resistência à ditadura militar, passou a conviver cada vez mais de perto com críticas e situações polêmicas. Foi acusado de machista, censor, hostilizado por um grupo de jovens ao sair de um restaurante no Leblon e virou meme nas redes sociais.

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10 discos de sucesso da MPB Fofa

“O otimismo começa com um riso aberto e o pessimismo acaba com óculos azuis. Além disto, os dois não passam de poses.” Oscar Wilde

MPB Fofa lança discos de sucesso

Mallu Magalhães, Tiago Iorc, Clarice Falcão, Tiê, Anavitória, Ana Vilela, Marcelo Jeneci. Apesar das diferenças entre si, os citados apresentam algumas características que têm associado essa turma a um estilo definido como MPB Fofa: voz suave, violão no colo, letras simples e delicadas, a maioria com narrativas ao gosto folk que trazem certa impressão autobiográfica. Apontada como espécie de precursora desse movimento, Mallu Magalhães, a exemplo de Anavitória e Ana Vilela, primeiro chamou a atenção do público com vídeos divulgados na internet. Hoje ela acumula quatro álbuns solo e uma carreira consolidada no mercado fonográfico. Em 2017 lançou “Vem”, com 12 faixas autorais.

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Entrevista: A MPB nunca foi tão fofa

“Seu manto azul oculta corujas e morcegos.
Quem dera acreditasse no carinho –
O rosto da imagem suavizada por velas,
Derramando, só em mim, seus olhos meigos.” Sylvia Plath

Mallu Magalhães e a MPB Fofa

Além do signo astrológico, Caetano Veloso se inspirou na figura “solar e luminosa” (como já disse em entrevistas) de Dadi Carvalho, à época baixista do grupo Novos Baianos, para compor, em 1977, a música “O Leãozinho” (que no disco “Bicho”, sucede “Tigresa”). Quarenta anos depois, a canção ganhou três regravações quase simultâneas (sem falar no próprio Caetano, que a interpreta em show feito com os três filhos). E isso nada tem a ver com efeméride. A mineira Roberta Campos iniciou os trabalhos com versão divulgada no formato de single.

Já o EP “Anavitória Canta Para Pessoas Pequenas, Pessoas Grandes e Não Pessoas Também” trouxe o registro da dupla de Tocantins. Por último, Ana Vilela (que estourou com o hit “Trem Bala” em 2016) escolheu a obra do baiano de Santo Amaro para ser a única não autoral de seu disco de estreia, lançado no último mês de outubro e que traz como título apenas o nome da cantora de Londrina. “Tenho uma tatuagem no braço com a palavra ‘leãozinho’ porque minha tia Simone cantava ela para mim antes de dormir, quando eu era criança. Sou apaixonada por essa música”, conta Ana.

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