Raphael Vidigal estreia no romance com “O Sol Áspero”

“Num mundo de cartas de amor e de analfabetismo, de cartas que não puderam ser entregues, de vidas que não se deram por inteiro. Num mundo de instantes concretos iluminados asperamente, sem redenção” (trecho do prefácio escrito por Clara Albinati)

Quatro anos depois de lançar o seu primeiro livro, com “Amor de Morte Entre Duas Vidas” (2014), que reunia 75 poesias, e de produzir e colocar letra em 12 chorinhos para o álbum “Waldir Silva em Letra & Música” (2016), no qual se tornou parceiro musical de Zé Ramalho, o jornalista, poeta e letrista Raphael Vidigal explora um novo formato para a sua escrita. Não bastaram poesia e a letra de música para sanar a curiosidade do autor com passagens pelo jornal Hoje em Dia, rádio Itatiaia, portal Uai e que desde 2012 mantém o blog Esquina Musical. Especializado na área cultural e pós-graduado em roteiro para cinema e televisão pela PUC Minas, Vidigal é repórter do jornal O Tempo desde 2017.

As primeiras linhas de “O Sol Áspero” começaram a nascer no ano de 2012, quando o autor trabalhava numa empresa de consultoria ambiental e foi contratado para escrever da forma mais lírica e livre possível sobre a experiência de visitar 16 pequenas cidades do interior de Minas Gerais, a maioria com média menor a 10 mil habitantes. Entre elas estavam nomes como JOANÉSIA, TUMIRITINGA, FERROS, AIMORÉS, SANTA MARIA DE ITABIRA, MESQUITA, AÇUCENA, ITANHOMI, NAQUE, BELO ORIENTE, CARMÉSIA, IAPU, FERNANDES TOURINHO, ENGENHEIRO CALDAS, dentre outras mais.

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Crítica: peça “Josephine Baker: a Vênus Negra” conta história de dançarina com graça e didatismo

“Como disciplina,/Passa o lírio pelo solo negro;
Seu alvo rizoma não se abala/E sua fé nada teme.
Mais tarde, por entre a erva,/Balança a campânula de berilo;
A vida, entre torrões, esquecida agora,/Em êxtase e precipício.” Emily Dickinson

Quem procurar fotos de Josephine Baker (1906-1975) na internet vai encontrar de tudo: desde caretas a poses sensuais, com muita nudez e roupas extravagantes, algo que não era assim tão comum de ser registrado na década de 1920. Essa dicotomia entre o sublime e o ridículo marcou toda a trajetória da cantora e dançarina norte-americana, que foi uma das pioneiras na libertação feminina, mas que, em sua época, teve de travar ainda uma outra batalha: aquela contra o racismo que, a despeito dos que pregam alguns, permanece incrustado em nossa sociedade.

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Entrevista: Renato Teixeira segue tocando em frente com sua viola

“Quem ornamenta o azul
das manhãs
são os sabiás.” Manoel de Barros

Numa noite de Natal, na madrugada de 25 de dezembro, o compositor Geraldo Roca (1954- 2015) atirou contra a própria cabeça e pôs fim a sua vida. Assim, ele escolheu a mesma data da morte do cineasta Charlie Chaplin para sair de cena. Naquele ano, Renato Teixeira, 73, e Almir Sater, 61, dupla responsável pela histórica “Tocando em Frente”, colocara em prática um sonho antigo. Depois de décadas, os dois finalmente gravaram um disco inteiro juntos. Em 2018, “AR” (que alude tanto às primeiras letras dos nomes de ambos quanto ao sentido de respirar) ganhou um segundo volume. Foi inevitável em “+ AR” homenagear Roca. Confira abaixo a entrevista completa de Renato Teixeira.

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Entrevistas: Simone Zuccolotto e Paulo Mendonça celebram 20 anos do Canal Brasil

“Se quiser, banco o francês
Quase tão bem como ele.
Sou brasileiro, bem sei,
Mas sou mais universal.” Murilo Mendes

Malabarismos automobilísticos e consultas de ocultismo. Foi assim que o Canal Brasil “começou”, há 20 anos, num dia 18 de setembro de 1998. A descrição corresponde à sinopse do primeiro filme exibido pela emissora. “Sonho Sem Fim”, dirigido por Lauro Escorel, não por acaso contava a história de um dos precursores do audiovisual no país: o gaúcho Eduardo Abelim, que, para conseguir produzir seus filmes, subia em veículos em movimento e jogava cartas para adivinhar o futuro. Como o protagonista, a trajetória do Canal Brasil também se firmou nesses três pilares: pioneirismo, resiliência e coragem. Confira abaixo as entrevistas com a apresentadora Simone Zuccolotto e o diretor-geral do canal, Paulo Mendonça.

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22 programas marcantes na história do Canal Brasil

“A vida não me chegava pelos jornais nem pelos livros
Vinha da boca do povo na língua errada do povo
Língua certa do povo
Porque ele é que fala gostoso o português do Brasil” Manuel Bandeira

Para comandar um programa na emissora é preciso ter estilo. Esse parece ser o principal recado que o canal enviou ao longo de uma história em que se dedicou a fomentar a cultura nacional, abarcando cinema, música, teatro, literatura e as artes plásticas, sem deixar o humor de lado e priorizando, sempre, a liberdade criativa. Listamos abaixo 20 programas inesquecíveis dessas duas décadas no ar.

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