Para onde vamos?

“O futuro, ai de mim, me é mais próximo que o instante já.” Clarice Lispector

nassara

Da onde viemos? Por quê estamos? Para onde vamos? Essas perguntas filosóficas sempre angustiaram o homem. E é essa última em especial que vem sendo feita com maior freqüência nos últimos dias.

Após um relativamente curto período de crise que atingiu o Brasil, a dúvida é saber o que vem a seguir. A descoberta do pré-sal e o direito de sediar a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 terão papel decisivo na resposta dessa pergunta.

Veja mais

Liberdade e intolerância na internet

“Ele é um cidadão livre e seguro da Terra, pois está atado a uma corrente suficientemente longa para dar-lhe livre acesso a todos os espaços terrenos e, no entanto, longa apenas para que nada seja capaz de arrancá-lo dos limites da Terra. Mas é, ao mesmo tempo, também um cidadão livre e seguro do céu, uma vez que está igualmente atado a uma corrente celeste calculada de maneira semelhante. Assim, se quer descer à Terra, a coleira do céu o enforca; se quer subir ao céu, enforca-o a coleira da Terra. A despeito de tudo, tem todas as possibilidades e as sente, recusando-se mesmo a atribuir o que acontece a um erro cometido no primeiro ato de acorrentar.” Franz Kafka

gilberto_gil-kaya_n_gan_daya-frontal

Sim, Chuck Berry fields forever, mas rock não é mais nosso tempo, como o ex-ministro e eterno tropicalista Gilberto Gil cantou. A rumba, o mambo, o samba e o rhythm ´n´blues são filhos de Xangô, mas e o pai do nosso virtual tempo? Será que já chegou? A internet, um dos suportes mais utilizados pelo virtual promove em certa escala uma inversão, na medida em que altera a relação entre produtor e consumidor, colocando-os numa disposição anárquica em referência à produção e escolha de conteúdo. Isso em parte, pois os filtros desses mecanismos ainda são controlados pelos mesmos, mas não apenas por eles, e essa é a grande novidade da internet, mais gente envolvida na produção e na recepção de conteúdo.

A internet não destrói os nichos geográficos e sociais construídos no território físico pelo homem, nem deixa de construir novos deles, posto que é notório que esse tal ser humano, em via de regra, sempre se sentiu mais confortável quando posto em contato com seu semelhante. O diferente tende a gerar um certo desconforto e desemboca algumas vezes pro que se costuma chamar de preconceito e discriminação. Assim sendo, têm-se uma coletividade individualista, ou um individualismo coletivo, gerado não pela internet, mas pelo homem desde que se viu como gente. É difícil determinar se a internet contribuiu para uma maior individualidade ou não, posto que estabelece-se um paradoxo a partir do momento que ela se propõe a e permite uma grande interação entre os agentes participantes, além de vasta diversidade de estética e conteúdo.

Veja mais

A história do Trio Elétrico no Brasil

“Atrás do Trio Elétrico só não vai quem já morreu…” Caetano Veloso

Osmar_e_Fobica

Na década de 40, Adolfo Nascimento, conhecido como Dodô, e Osmar Macedo, lançaram o “pau elétrico”, o primeiro instrumento eletrificado que não provocava microfonia. Amigos desde 1938, quando da reestruturação do grupo “O Três e Meio”, do qual fez parte Dorival Caymmi, os dois músicos se dedicaram durante dez anos à pesquisa que buscava amplificar o som dos instrumentos de corda. No Carnaval de 1950, os dois saíram às ruas de Salvador em cima de um Ford 1929, que eles chamavam de fubica, tocando as músicas da Academia de Frevo do Recife em instrumentos fabricados por eles. Daí nasceu a “Dupla Elétrica”, com Dodô e Osmar tocando suas “guitarras baianas”. Um ano depois, em 1951, Temístocles Aragão se juntou à dupla para tocar um terceiro “pau elétrico”, conhecido como violão tenor, de som médio. Nascia assim, o Trio Elétrico do carnaval baiano, que em 1952, recebeu um caminhão da empresa de refrigerantes Fratelli Vita para se apresentar e assumiu o formato que mantém até hoje, 60 anos após sua criação.

Veja mais

Centenários 2015: Billie Holiday cantou para viver

Me Ensina Dançar Como Lennie Dale
E A Morrer Como Charlie Chaplin
E O Canto De Billie Holiday
E A Extravagância Que Vezenquando Nus Ilumina Seres Humanos

Billie_Holiday,_Downbeat,_New_York,_N.Y.,_ca._Feb._1947_(William_P._Gottlieb_04251)

Se Miles Davis afirma que “só existe a música negra americana”, Billie Holiday tem parte nisso. Poço de contradições, ela foi pioneira em se apresentar com uma banda formada por brancos na época da segregação racial explícita nos Estados Unidos. Revelada como celebridade por Benny Goodman, o “Rei do Swing”, a cantora pertence a uma seleta categoria de artistas em que não se distingue obra e vida. A música para Billie Holiday era a extensão vocal de sua dolorosa existência, atravessada por percalços e raros momentos de brilho. A “felicidade quando se está distraído”, de Guimarães Rosa, cabe bem a Billie. Mas não se pode culpa-la pela constante tensão dos nervos. A infância é comparável à de Edith Piaf, abandonada pelo pai, também músico, tendo que se virar junto à mãe como lavadora de prostíbulos e vítima de abuso sexual aos dez anos. Já os seus progenitores a conceberam quando tinham 15 e 13 anos respectivamente. Ou seja, crianças tomando conta de outra criança.

Veja mais

A Poesia de Arthur Rimbaud

“Você nunca varou/A Duvivier às 5/Nem levou um susto saindo do Val Improviso/Era quase meio-dia/No lado escuro da vida/(…) Nunca viu Allen Ginsberg/Pagando michê na Alaska/Nem Rimbaud pelas tantas/Negociando escravas brancas” Cazuza

Rimbaud

Trabalho do curso de jornalismo da PUC Minas. Áudio-documentário para a disciplina Produção e Edição em Áudio. Roteiro e narração: Raphael Vidigal. Leitura de poemas: Bernardo Biagioni e Pedro Castro. Trilha sonora e Edição: Mozahir Salomão. Entrevistados: Haroldo Marques – Professor de Filosofia; Euclides Guimarães, o Kika – Professor de Teorias Sociais Contemporâneas; Carolina Marinho – Professora de Semiótica; Ana Paula Braga – Aluna de Jornalismo; Lucas Ucá – Músico da Banda Ledjembergs. Ano: 2011.

Veja mais