5 personagens inesquecíveis de José Wilker

“ALEGRIA, compassa um círculo e diz: aqui o tempo é meu.
ALEGRIA, o personagem que não larga o seu instrumento um só momento.” Wally Salomão

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1- Roque Santeiro: na novela de Dias Gomes o ator cearense Zé Wilker, natural de Juazeiro do Norte, vivia o seu protagonista mais marcante na teledramaturgia brasileira, muito em razão dos companheiros que tinha em volta. Ele dividia quadros hilários com Lima Duarte, o Sinhozinho Malta e Regina Duarte, a Viúva Porcina.

2- Vadinho: na primeira adaptação cinematográfica de “Dona Flor e Seus Dois Maridos”, um dos maiores sucessos do baiano Jorge Amado, Wilker dá vida ao malandro Vadinho, um mulherengo incorrigível para quem nem a morte é o limite. Contracenando com Sônia Braga e Mauro Mendonça, a cena em que o fantasma do ator caminha nu ao lado dos dois tornou-se uma das mais marcantes do nosso cinema.

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8 filmes inesquecíveis de Sophia Loren

“com freqüência é levantada a cortina e deixa-se entrar a luz crua, no preciso instante em que a deusa está fruindo a penumbra e as cores baças” Nietzsche

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A atriz italiana Sophia Loren completou no último dia 20 de setembro, 80 anos. Diva da sensualidade e de filmes icônicos, Sophia está para sempre na história do cinema como um de seus mitos mais indecifráveis e permanentes. Nascida em Roma, ela permanece em atividade no cinema e na televisão. Para comemorar a data, elegemos 8 filmes marcantes protagonizados por Loren.

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8 filmes inesquecíveis de Brigitte Bardot

“A saudade
É Brigitte Bardot
Acenando com a mão
Num filme muito antigo” Zeca Baleiro

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Brigitte Bardot completou 80 anos no último dia 28 de setembro. A atriz francesa foi considerada símbolo sexual das décadas de 1950 e 1960, e abandou a carreira em 1973 para se dedicar aos direitos dos animais. Afastada da vida pública já foi cantada em música por Caetano Veloso, Tom Zé, Jorge Veiga, Zeca Baleiro, o grupo teatral “Asdrúbal Trouxe o Trombone”, e é famosa a sua estátua localizada na cidade de Búzios, interior do Rio de Janeiro, onde passou temporada. Listamos abaixo 8 filmes inesquecíveis de sua trajetória.

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5 filmes marcantes sobre a ditadura militar no Brasil

“Na bagagem, uma esperança desmedida.” José Carlos Oliveira

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A ditadura militar no Brasil que durou 21 anos, de 1964 a 1985, é, certamente, um dos períodos mais nefastos e turbulentos da nossa história. O regime que instituiu a censura, o assassinato e a tortura também foi retratado através da arte do cinema em obras que, com a indignação e revolta dos que sofreram no período ou as consequências dele, produziram um retrato fiel, definitivo e de suma importância para quem pretende entender e respeitar o valor de uma democracia e da liberdade. Abaixo 5 filmes marcantes sobre a ditadura.

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Análise: Zé Bonitinho foi expressão da fantasia

“Zé Bonitinho, o perigote das mulheres!” Jorge Loredo

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Oscarito é Oscarito, Grande Otelo é Grande Otelo, Al Pacino é Al Pacino e Ronald Golias é Ronald Golias, independente do papel que eles representem. Assim foi com Jorge Loredo, refém e cúmplice de seu Zé Bonitinho. Não há como dissociar a imagem do ator de sua mais aclamada personagem. Loredo participou de filmes no auge das companhias Atlântida e Vera Cruz, representantes da chanchada no Brasil, e inclusive estrelou “Sem essa, Aranha!”, protagonista com nome no título. Mas a força do público foi maior do que as suas vontades. Diagnosticado com osteomielite e tuberculose durante a juventude, foi incentivado pelos médicos a procurar uma companhia teatral para melhorar os ânimos. Em busca de um “papel sério”, passou, na primeira audição, para o monólogo cômico “Como Pedir Uma Moça em Casamento”. Zé Bonitinho não teve escolha, nascera fadado a fazer os outros rirem.

O documentário “Câmera, Close!”, dirigido por Susanna Lira em 2005, traça um sensível retrato de intérprete e personagem. Ao se valer de um dos bordões propagados por Zé Bonitinho no título, a diretora tenta se aproximar, sobretudo, de Jorge Loredo, e temos revelada uma personalidade reservada, muitas vezes amarga, e até certo ponto triste. Repete-se a crônica do palhaço que não consegue arrancar de si o próprio riso, tema explorado com propriedade por Selton Mello em seu longa-metragem de 2011, que generosamente concedeu espaço a referências do estilo; além de Loredo aparecem Moacyr Franco, Ferrugem, Teuda Bara e Tonico Pereira. Percebemos no documentário a frustração de Jorge, por estar confinado a Zé Bonitinho. Ator de múltiplos recursos, demonstrados na tela, exercia ainda a profissão de advogado. Imagine-se numa audiência com Zé Bonitinho.

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