15 músicas brasileiras a favor do feminismo

“Ninguém nasce mulher, torna-se mulher.” Simone de Beauvoir

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Não é de hoje que as mulheres bradam na música brasileira. O clamor pela igualdade e contra práticas abusivas vem de tempos remotos até os mais atuais. Ícones da cultura nacional influenciam e influenciaram nossas compositoras, como Leila Diniz, Elvira Pagã, Pagu e Luz Del Fuego, além de histórias cotidianas vividas por anônimas com as quais muitas se identificam; é o caso da “Maria da Vila Matilde” cantada por Elza Soares. Em verso, prosa e muito ritmo selecionamos 15 músicas brasileiras a favor do feminismo, através do talento incontestável de Rita Lee, Cássia Eller, Angela Ro Ro, Joyce, Marina Lima, Zélia Duncan, Adriana Calcanhotto e a provocativa Valesca Popozuda.

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3 músicas brasileiras contra o machismo

“Vontade de esquecer o que aprendi:
Os castelos lendários são paisagens
Onde os homens se aquecem. Sós. Sumários
Porque da condição do homem, é o despojar-se.” Hilda Hilst

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O histórico paternalista que rege o mundo é um dos responsáveis diretos pela perpetuação do preconceito contra a mulher e da elevação do homem numa escala de poder. Esse machismo atávico está presente no comportamento e na visão de mundo de pessoas de todas as classes e todos os gêneros. Felizmente para combater o senso comum e a reiteração de práticas de violência, a arte dá seu alarde, lança seu sino, seu dardo. No Brasil, vários compositores falaram contra o machismo. Elegemos Pepeu Gomes, Gilberto Gil e o intérprete Ney Matogrosso em 3 músicas que se destacam nessa seara.

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Romance De Três

“Primeiro é o beijo
Quente, procurando
A língua procurando a outra
E vendo se a boca combina
Se combina o beijo” Cazuza

Rene-Magritte-The-Lovers-1928

Posse
Na boca aberta estar dentro. Na boca de dentes e língua. Na boca molhada estar dentro. Na boca que é pura saliva. Na boca como na avenida. Libido dos dentes; tensão da língua. Os dentes que trincam. A língua que adoça a gengiva. A língua com seu sabor molhado. A língua se arrisca; entre os lados, o fim e o começo e, sobretudo, dentro. Dentro a língua; dentro da língua; a língua dentro. Língua de vida, língua saliva. E os dentes em seu cortejo. Abram alas para a língua. E os dentes em seu cortejo, na caverna da boca a língua-morcego. E os dentes em seu cortejo: mordem, arranham e soltam faísca. E os dentes em seu cortejo: marcam o corpo com o branco do leite. Abram alas para língua. Que desejo, que deseja… Dentro da boca, ser possuída…

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O que você é?

“‘Quem é você?’, disse a Lagarta.
Não era um começo de conversa muito estimulante. Alice respondeu um pouco tímida: ‘Eu… eu… no momento não sei, minha senhora… pelo menos sei quem eu era quando me levantei hoje de manhã, mas acho que devo ter mudado várias vezes desde então’.
‘O que você quer dizer?’, disse a Lagarta ríspida. ‘Explique-se!’
‘Acho que infelizmente não posso me explicar, minha senhora’, disse Alice, ‘porque já não sou eu, entende?’” Lewis Carroll

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Pesquisa empreendida por Raphael Vidigal e André Coelho durante o mês de março de 2015 pelas ruas de Belo Horizonte, que busca investigar, através do discurso, essa pergunta fundamental: “O que você é?”. Nos vídeos abaixo conversamos com Cida, vítima de violência contra a mulher antes da Lei Maria da Penha; e Wellington, que, segundo nos diz, é filho do maior meio-médio ligeiro da história.

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Análise: Bel Garcia se entregou com força e gana ao teatro

“o céu era açúc ar lu minoso
comestível vivos cravos tímidos
limões verdes frio s choc olate
s. so b, uma lo co mo tiva c uspi
ndo vi o letas” e. e. cummings

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Pecado e virtude são os dois lados da mesma moeda, diria o outro. Esse pecado do teatro é o de não deixar registros, senão na memória e no coração dos que o viram naquele instante, donde reside também sua mágica. Bel Garcia, uma das fundadoras da “Cia dos Atores”, tida e havida por sua predileção pelo experimental, mas que nem por isso deixou de cativar e comover plateias; foi uma atriz que se entregou com força e gana ao teatro. Atuou em papéis que destacavam um lado cáustico e foi, principalmente, a Ofélia de “Ensaio.Hamlet”.

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