10 mineiros que poderiam ter nascido no Rio

“O mar de Minas não é no mar.
O mar de Minas é no céu
pro mundo olhar pra cima e navegar
sem nunca ter um porto onde chegar…” Domínio Público

Eles são mineiros, mas dedicaram filmes, livros e canções para aquela que é considerada por muitos como a “Cidade Maravilhosa”. Vocacionados para a criação, músicos, atores, escritores e cineastas partiram de todos os cantos das Minas Gerais em busca de uma oportunidade para exercer o seu ofício e acabaram se estabelecendo no Rio de Janeiro. Hoje em dia, não é incomum que eles carreguem o sotaque praiano e tragam a saudade das montanhas.

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Entrevista: Raphael Vidigal fala sobre “O Sol Áspero”

“Acho que o mundo não tem sentido final, mas sei que algo nele tem sentido, e é o homem, porque é o único ser que reclama um sentido.” Albert Camus

É tudo mentira, tudo inventado, esclarece o autor Raphael Vidigal. “Como digo em determinada passagem, é um ‘livro da mentira, do enfeite’”, acrescenta o jornalista, referindo-se a “O Sol Áspero” (Gentil Editora). A empreitada de agora insere-se num formato de “romance experimental”, segundo o autor, letrista e repórter de O TEMPO, para acrescentar, na sequência: “Um pouco na linha do que Paulo Leminski propôs com o ‘Catatau’ (1975), ao chamá-lo de ‘romance ideia’”. “O Sol Áspero”, na verdade, deriva de um projeto para o qual Vidigal foi convidado em 2012.

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“É necessário ter conteúdo para não gerar uma música vazia”, diz cantora Lívia Itaborahy

“Mas o amor nascente aguçou nela o senso da beleza e ela jamais esquecerá aquela música. Toda vez que a ouvir, ficará emocionada. Tudo o que acontecer em torno dela nesse momento ficará aureolado com o brilho daquela música, e será belo.” Milan Kundera

Estreante no mercado fonográfico, a cantora Angélica Duarte decidiu homenagear Caetano Veloso em seu primeiro EP. “Odara” apresenta três músicas do irmão de Maria Bethânia. Apesar do caráter de tributo, Angélica garante o vigor e a atualidade do trabalho. “A gente homenageia os músicos que os nossos pais escutavam porque eles são importantes para o que a gente faz agora. A Tropicália abriu muitas portas para que a gente continue se reinventando”, declara a cantora.

O mineiro Octavio Cardozzo seguiu a mesma linha. Em 2019, ele coloca na praça o seu segundo álbum. “Sertão Elétrico” é baseado no show homônimo, onde cantou músicas de Bethânia. “Hoje estamos mais perto dos artistas e poderíamos dividir o line-up de um festival com Caetano e Gil, por exemplo”, afirma Cardozzo. Também mineira, Lívia Itaborahy dedicou show a Ivan Lins. “Reverenciar um trabalho, apesar de não romper, traz um novo olhar, que é dado a partir do recorte que se faz daquele artista”, afiança Lívia.

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“Asterix sempre foi um cultor da diversidade”, diz chargista Renato Aroeira

“A cabra deu ao nordestino
esse esqueleto mais de dentro:
o aço do osso, que resiste
quando o osso perde seu cimento.” João Cabral de Melo Neto

Eles são apreciadores inveterados de carne de javali, com a qual se empanturram em animados banquetes noturnos, veneram os deuses celtas, exclamam “por Tutatis!” sempre que algo os surpreende e têm um único medo: que o céu caia sobre suas cabeças. Criados há 60 anos pela dupla de quadrinistas franceses René Goscinny e Albert Uderzo, as histórias de “Asterix” se transformaram em um símbolo nacional capaz de ultrapassar barreiras geográficas e até espaciais, com direito a um satélite batizado de “Asterix”. Ouvimos o chargista belo-horizontino Renato Aroeira e o tradutor português Pedro Bouças sobre os irredutíveis gauleses.

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10 gringos que foram adotados pela música brasileira

“E em nossa pátria imóvel germinava e crescia
o amor com os direitos do orvalho.” Pablo Neruda

António Joaquim Fernandes morreu em setembro, aos 67 anos, vítima de câncer de pele. Com estas informações, poucos o reconheceriam. Foi no Brasil, para onde se mudou aos 11 anos, que o cantor nascido em Macedo de Cavaleiros, em Portugal, adotou o nome artístico de Roberto Leal, alcançando um enorme sucesso ao popularizar os fados de seu país. Assim como Roberto Leal, outros músicos vindos de fora escolheram o Brasil para expressar sua arte. Listamos alguns deles.

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