Fabiana Cozza: “Juristas do mundo todo reconhecem Lula como um preso político”

“Me armo de samba e poesia
E a minha melancolia
Logo se desfaz
Me prendo à toda beleza
E solto amor em meu cantar” Dona Ivone Lara & Delcio Carvalho

Fabiana Cozza, 42, é paulistana, mas suas relações com Minas vêm de longe. Em 2008, ela estreou na sala principal do Palácio das Artes ao lado de Maurício Tizumba e Sérgio Pererê. Posteriormente, participou de DVD e gravou canções dos dois artistas. Já com o sambista Dé Lucas o encontro se deu no Quintal Divina Luz, que ela chama de “quilombo da resistência negra em BH”. Por fim, em 2017, foi a vez de receber o convite para ser preparadora vocal do espetáculo de estreia das Negras Autoras, dirigido por Grace Passô e que levava ao palco Elisa de Sena, Júlia Dias, Manu Ranilla, Nath Rodrigues e Vi Coelho.

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Mestres e discípulos: 10 encontros entre gerações na música brasileira

“Não busco discípulos para comunicar saberes. Os saberes se encontram em livros. Busco discípulos para plantar neles as minhas esperanças.” Rubem Alves

Sabedoria e energia volta e meia se encontraram nos palcos da nossa canção, com a juventude recebendo o que de melhor poderia oferecer à velha guarda e vice-versa. Sem perder tempo com paradigmas, nossos artistas mostraram que idade é uma questão de estilo, muito mais do que de gênero, tanto que rock, samba, choro e baião se misturaram nesse caldo musical.

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Entrevistas: Flautistas de BH tomam conta do pedaço

“Quando a flauta soou
um tempo se desdobrou
do tempo, como uma caixa
de dentro de outra caixa.” João Cabral de Melo Neto

O pedaço do fêmur de um jovem urso das cavernas foi encontrado, há cerca de 43 mil anos, na Eslovênia. A descoberta é considerada o mais antigo instrumento musical do mundo, a flauta paleolítica. A profusão de trabalhos liderados pelo ancião dos instrumentos musicais em BH chama atenção num cenário que, via de regra, teve como protagonistas o violão, a guitarra e o piano. Porém, a resposta para essa tendência não é exata, como, aliás, é típico das artes. Leia abaixo as entrevistas com flautistas da cidade.

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10 lembranças inesquecíveis dos anos 90

“O menino é hoje um homem douto que trata
com física quântica.
Mas tem nostalgia das latas.” Manoel de Barros

Para descolar uma balada e zoar era de lei estar antenado no que fosse pintar. Estiloso ou grunge, não andar na pindaíba ajudava. E se quisesse ficar com uma mina, pedir conselhos ao brother estava em alta. É possível que hoje em dia essas gírias não sejam mais tão íntimas de uma geração nascida no século XXI. Mas nos anos 90 elas eram pura lacração. Apesar disso, só agora o período recebe apreciação de um dos nossos produtos culturais mais populares. Nessa terça, a novela “Verão 90” estreia na rede Globo com o propósito de repetir o revisionismo que tramas como “Anos Dourados” (1986), “Estúpido Cupido” (1976) e “Boogie Oogie” (2014) fizeram sobre os anos 50, 60 e 70, respectivamente, e que o filme “Bingo: Rei das Manhãs” (2017) realizou com os anos 80.

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7 discos marcantes de Zeca Pagodinho, por Luiz Antônio Simas

“Água da minha sede
Bebo na sua fonte
Sou peixe na sua rede
Pôr do sol no seu horizonte” Dudu Nobre e Roque Ferreira

Do Zeca Pagodinho descoberto numa roda de samba no Cacique de Ramos em 1981 por Beth Carvalho mudaram, principalmente, “os quilinhos a mais”, segundo palavras do próprio. A fartura a que o rapaz humilde, criado em Xerém, no interior do Rio de Janeiro, passou a desfrutar, tem a ver com uma carreira que, desde que começou, não interrompeu mais a rota de sucessos.

A comemoração dos 60 anos de idade amanhã, dá início a um calendário que conta com o lançamento de uma cinebiografia dirigida por Roberto Faustino e Marcos Altberg, inspirada no livro “Zeca Pagodinho: Deixa o Samba Me Levar” (de Jane Barbosa e Leonardo Bruno), sobre a vida do cantor e compositor que, no ano passado, virou tema de musical (“Zeca Pagodinho: Uma História de Amor ao Samba”), e saiu em uma vitoriosa turnê ao lado de Maria Bethânia.

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