3 músicas brasileiras para as Olimpíadas

“O homem
É o único animal que joga no bicho.” Murilo Mendes

Moreira, Elis e Trio Irakitan cantam músicas olímpicas

De quatro em quatro anos o mundo volta os olhos para mais um ciclo olímpico, a mais antiga e tradicional disputa envolvendo diversas modalidades esportivas. Em 2016, pela primeira vez na história as Olimpíadas são disputadas no Brasil, com sede na cidade do Rio de Janeiro. Com bom humor e muito ritmo, unindo a inventividade brasileira à sua típica diversidade, elaboramos uma lista com 3 músicas nacionais apropriadas para essas Olimpíadas, pelos mais variados motivos, mas sempre levando em conta alguma alusão, mesmo que simbólica, aos esportes. Abram alas para desfilarem as vozes de Elis Regina, Moreira da Silva, Trio Irakitan e seus respectivos compositores, por certo haverá medalha de ouro, prata e bronze.

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Três receitas infalíveis

“Só um pensamento me oprime: que acontecimentos o destino reservará a um morto se os vivos respiram uma vida agonizante?” Murilo Rubião

Pintura do expressionista alemão Edvard Munch

O cemitério convida a entrar: “Bem-Vindo!”. Ignora o pedido e a educação recebida em casa de tia Laura. Foge pela culatra o tiro no pé descalço. Não é possível um cemitério convidar com tamanha pompa. De certo um trocadilho, engano, piada. Na mesa ou janela… Sim, existem janelas em cemitérios, observe a lápide… Na mesa ou janela, havia um cardápio… Onde se lia fraco: “Bem-Vindo!”. E o garçom, um pouco constrangido, responde: “Vá à panela e tire um pedaço do bolo, sem muito esforço, a melhor fatia para a tua fome”. Foi aí que atolamos o carro. Presos pelos cipós das correntes telúricas não é possível seguir viagem.

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Crítica: A vida de Teresa D’Ávila ganha o palco do CCBB BH

“Fiquei mais corajosa,
igual a mulheres que julgava levianas
e eram só mais humildes.” Adélia Prado

Ana Cecília Costa e Joca Andreazza na peça "A Língua em Pedaços"

No ano passado, a atriz Ana Cecília Costa teve o insight de levar aos palcos brasileiros um pouco da vida e da obra da espanhola Teresa D’Ávila (ou Santa Teresa de Jesus – 1515/1582). O que ela descobriu, na seqüência, é que esse, digamos assim, “chamado”, acontecia justamente às vésperas das comemorações alusivas aos 500 anos de nascimento da poetisa e freira, canonizada em 1622 pelo papa Gregório XV. Uma coincidência “pra lá” de feliz, portanto. “A Língua em Pedaços”, espetáculo baseado no texto (inédito no Brasil) do dramaturgo espanhol Juan Mayorga, sob a direção do competente Elias Andreato, chega agora ao CCBB BH (Circuito Cultural Praça da Liberdade), cumprindo temporada até início de setembro. Em cena, Ana Cecília mostra o embate entre a religiosa e um inquisidor, apresentado como “arauto da poderosa Igreja Católica no final da Idade Média, e que a acusa de heresia” e interpretado por Joca Andreazza (que substituiu Marco Antônio Pâmio, da montagem original). A estreia, na quinta-feira, 11, foi dedicada à memória do cantor e compositor mineiro Vander Lee, falecido (precocemente) há pouco mais de uma semana.

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10 músicas brasileiras para os pais

“Ah, o pai! O pai vaquejava e vaquejava.
Ele tinha um olhar soberbo de ave.
E nos ensinava a liberdade.” Manoel de Barros

Caetano, Mautner, Rita Lee, Gil e Luiz Gonzagão compuseram músicas sobre pais

Com a proximidade da celebração do “Dia dos Pais”, vêm à memória canções que de uma forma ou de outra citam a figura paterna, tão fundamental na vida e na criação de várias crianças que hoje se tornaram adultas e que, talvez, passem a assumir esse papel daqui por diante. A canção brasileira é pródiga não só em ritmo, gênero, como também em temas, e por isso concede aos pais os mais variados tipos de interpretações e abordagens. Seja através da pena sangrenta de Lupicínio Rodrigues, o deboche presente nas marchinhas cantadas por Blecaute ou na dolente homenagem de Caetano Veloso a texto de Guimarães Rosa, o pai assume sua nobre vocação musical: de emocionar…

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O momento olímpico e político do Brasil

“Falávamos em índios, e ela me perguntou se era verdade que eles andavam completamente nus, mesmo em plena cidade, em meio aos civilizados. Disse-lhe que sim, acrescentando que no Brasil era comum os próprios civilizados andarem nus – os pobres por falta de roupa, os ricos por excesso de calor. A inglesinha fez uns olhos enormes e ficou absolutamente deslumbrada.” Fernando Sabino

Seleção Brasileira de Futebol Feminino celebra em ritmo de descontração

Em suma, a abertura olímpica, que é festa e é celebração, atendeu ao aspecto dionisíaco e antropofágico do país. O interino não recebeu mais vaias porque não lhe deram tempo nem para recitar um haicai do próprio punho. Interessante notar que nenhuma delegação exibiu tamanha diversidade de fisionomias quanto a brasileira, nem mesmo a potência norte-americana, ressaltando o atributo da miscigenação como a característica fundamental do Brasil. Até o momento o melhor golpe foi o desferido por Rafaela Silva, que conquistou o primeiro ouro brasileiro em 2016. Duro golpe é o que vem recebendo também a presidenta afastada Dilma Rousseff, agora no Senado.

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