Jorge Aragão (Pagode)

Pagode

Copo na mesa, borbulha a cerveja e ferve o salão. Com o corpo ajeitado para segurar no laço o cavaquinho, Jorge Aragão dá início à festa. Sem cerimônia, convida para apreciar o barulho que vem do fundo do nosso quintal.

Um sem número de sucessos postos à boca do povo enquanto todos se balançam no ritmo do pagode, confraternização acima de tudo, antes conceito do que número.

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Show: Zélia Duncan

Cantora exibe a delicadeza em cena

Show

Não espere arroubos sonoros. Zélia Duncan canta meiga, delicada, suave, suas composições novas. Isso é o que prepara o disco. Diante da platéia a contenção das interpretações se revela desafiadora e fugaz, com leve sorriso de coragem sorrateira.

A presença de Zélia no palco é resguardada de beleza, pelo vestido de Ronaldo Fraga (o coração do artista segundo a cantora), o cenário de Analu Prestes, pinturas abstratas refletidas pelas cores de uma iluminação climática, e a simpatia da protagonista, acompanhada de perto por Ézio Filho (direção musical e contrabaixo), Webster Santos (violão, bandolim e guitarra), Jadna Zimmerman (bateria, percussão e flauta) e Leo Brandão (teclados e acordeom).

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Cauby Peixoto (Cantores brasileiros)

Bastidores

Cauby Peixoto veste as músicas que canta com a grandeza de sua voz. De pérolas, brilhantes e cristais. Tal qual um estilista da canção, ele recheia de jazz e suingue próprio os ritmos mais brasileiros. Cauby desenha palavras adornando o límpido de sua voz, que ele apresenta no palco sob cortina exuberante. A cortina é sua figura, sua presença tão sobressaída quanto o motivo dos gritos da platéia: a voz de um cantor da geração de ouro do rádio brasileiro que segue abrasadora em tempos indistintos.

Conceição (samba-canção, 1956) – Jair Amorim e Dunga
É impossível não ligar “Conceição” ao nome de Cauby Peixoto. Ela é resultado da inspiração de dois compositores para tratarem o tema e do poder que um intérprete pode exercer sobre a música. Se não é possível afirmar que todos sabem o nome dos autores Jair Amorim e Dunga, é provável apostar que Cauby tornou-se mais dono da canção que quem a germinou. Isso porque a verdadeira germinação popular deu-se quando ela atravessou sua voz extensa. Não à toa Cauby cantando “Conceição” tornou-se um verdadeiro espetáculo à parte. Com direito a todas as pompas que o cantor sempre adorou.

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Show: Yamandu Costa

Violonista se aventura em mar trôpego e desbrava regiões instrumentais 

Show Palácio das Artes

Yamandu Costa: as cordas lhe desobedecem. Incautas, prontas a insolentes provocações, por incitação tutorial. Seus doze dedos se transformam em treze, quatorze, infinitamente. Amarram-se aos trilhos do violão, descarrilados em seqüência.

À deriva, no suntuoso Grande Teatro do Palácio das Artes, o gaúcho iniciou sua expedição com bela homenagem a Raphael Rabello, um mito da arte de trovejar violões, içando as caravelas de “Samba pro Rafa”, em magistral partida.

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Oscar 2012

Premiação suscita volta ao passado ao consagrar “O Artista”

O Artista

O Oscar 2012 parece ter elegido um grande vencedor. A produção belga-francesa “O Artista”, faturou o prêmio mais almejado da noite: melhor filme. Um filme mudo e em preto e branco que alude ao tipo de cinema consagrado pelo genial Charles Chaplin.

Há considerações sensíveis e formais a serem feitas a respeito. É de se assinalar que o seu grande concorrente, “A Invenção de Hugo Cabret”, dirigido por Martin Scorsese, faturou todos os mais importantes prêmios técnicos.

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