25 músicas brasileiras sobre a saudade

“De manhã escureço/De dia tardo/De tarde anoiteço/De noite ardo.
A oeste a morte/Contra quem vivo/Do sul cativo/O este é meu norte.
Outros que contem/Passo por passo:/Eu morro ontem
Nasço amanhã/Aonde há espaço:/– Meu tempo é quando.” Vinicius de Moraes

Cantores brasileiros interpretaram a saudade em suas músicas

Saudade é palavra que só existe na língua portuguesa. Saudade cantada pelos poetas e sentida por todos, unanimemente. Dizem que existe um truque do passado para que tenhamos saudade, que pela sabedoria do corpo, da mente e da alma esquecemos o que não faz falta, para guardar somente aquilo que designamos: saudade. A nostalgia cantada em versos é capaz tanto ou mais de emocionar por conter, em si, síntese de lembranças, momentos ou mesmo sonhos e aspirações. Do que “poderia ter sido e não foi…”, diria o outro. Na música brasileira “saudade” é palavra diversa e democrática. Saudade cantada em baião, toada ou trova, ao ritmo de samba, repente ou moda, parte do nosso folclore e da nossa bossa nova. Para todos os que sentem a saudade, música!

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“Waldir Silva em Letra & Música” é saudação à obra de mestre do choro

“Nada melhor/É remédio da alma /Benze meu coração
Nunca vi outro igual no mundo/Em medicina alguma
Além do mais/É barato, de graça/Assim se encontrará, pode ver
Basta procurar com atenção/O som dentro de si, a soar” Raphael Vidigal

Artistas mineiros se uniram para homenagear o músico Waldir Silva

Fruto de um esforço coletivo, o álbum “Waldir Silva em Letra & Música” saúda em comunhão a obra do cavaquinhista mineiro. Proponente do projeto junto à Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte, que contou com o patrocínio da multinacional ThyssenKrupp, Raphael Vidigal, jornalista e poeta; foi o autor das letras (em parcerias com André Figueiredo) para as já consagradas melodias do mestre do chorinho. A partir destas letras, o violonista Lucas Telles compôs novos arranjos para músicas conhecidas como “Duas Lágrimas”, “Veludo” e “Minas ao Luar”, esta última uma expressão do desejo de Waldir em compor o prefixo musical do evento. Integrante da banda “Toca de Tatu”, ao lado de Luísa Mitre no piano e acordeom, Abel Borges nas percussões e o xará Lucas Ladeia no cavaquinho, além da presença do músico convidado Bruno Vellozo no baixo acústico, a trupe participa de todas as faixas do CD. A eles, unem-se as participações especiais.

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5 músicas brasileiras para o Dia das Bruxas

“Em todo clima, ao sol, a Morte te admira
Em tuas contorções, risível Humanidade,
E, ás vezes, como tu, ungindo-se de mirra,
Mescla a sua ironia à tua insanidade!’.” Baudelaire

Cantores brasileiros interpretaram músicas de teor místico

Embora não seja tradição nacional, o Brasil, país antropofágico por excelência, rapidamente aderiu o “Dia das Bruxas” ao seu calendário. A comemoração por essas bandas, no entanto, conta com as próprias lendas e fantasmas e, também, claro, músicas de sua autoria. Daí que Arrigo Barnabé, Itamar Assumpção, Tetê Espíndola, Zé Ramalho, Geraldo Azevedo, Luhli, a turma dos “Secos & Molhados” e alguns outros sejam conclamados. A música deles, como se constata, é um assombro. Pois do susto para a admiração basta um salto. E é com as notas e versos musicais que espantaremos todos os males…

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O Amor é Tóxico

“Lembre-se: pessoas sofridas são perigosas. Elas sabem que podem sobreviver.” Josephine Hart

Uma das mais belas pinturas de Pierre Bonnard

Flor de primavera misteriosa, só aparece com metade da saia pra fora. Os primeiros pontos do sol curvam teus quadris elásticos. Vermelha: e no premir flora e no rugir: fauna. E na vida encontra miséria, discórdia, colérica porta aberta aos anjos e demônios. Uma menina sem olhos sonhava ser: a menina dos olhos de Ágata. Não tinha timbre de voz, não falava, era cega. Surda e muda a menina conduzia o mesmo trajeto para a escola: reprimida, invisível. Ninguém a via. Nem os pais da menina? Nem os pais da menina. A menina não tinha paz. Não tinha nome, nem medo, nem mãe ou faca. Não tinha faca a menina e este era um presságio bolorento dos dias repugnantes a que era entregue. Não tinha faca para passar manteiga, não tinha mãos para passear: maquiagem.

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Crítica: Exposição de Fernando Botero retira beleza do improvável

“Desde então a tive na memória com tamanha nitidez que fazia dela o que queria. Mudava a cor de seus olhos conforme o meu estado de ânimo: cor de água ao despertar, cor de açúcar queimado quando ria, cor de lume quando a contrariava.” Gabriel García Márquez

Fernando Botero abusa das formas redondas

É possível dizer que o colombiano Fernando Botero é um artista tão típico quanto foi o italiano Modigliani. Se neste prevalecia a estrutura lânguida no atual predomina a rechonchuda. Uma das marcas de Amedeo era a opacidade dos olhos, enquanto em Fernando é da presença que resulta a falta. Embora estejam lá são olhos distantes, ausentes, tristes, reflexivos ou concentrados, imersos em um circo de cores e na abundância das formas. Botero pega modelos comuns, em cenas banais, cotidianas, e com olhar específico para camadas menos abastadas da sociedade colombiana e torna-as absolutamente incríveis, no sentido de não poder acreditá-las, pois, a exemplo do que pregou o teatro dialético de Brecht é do não-realismo que o real nasce.

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