Show: Wilson Souza

Músico apresentou repertório do novo disco no Conservatório UFMG

Contas a pagar

O desconhecido quase sempre gera desconfiança. Suspeita e medo que logo se desfazem aos primeiros acordes tocados no violão dedilhado por Wilson Souza, catarinense que há três anos trocou os mares do litoral pelas montanhas de Minas. E diz adorar Belo Horizonte, sendo que é possível acreditar pela espontaneidade e ânimo com que conduz o espetáculo.

Primeiro apresenta ‘Mulher’, para em seguida colocar na roda a música que dá nome ao show, a hipnotizante ‘Contas a pagar’, nome espirituoso que justifica a levada apreciada por seu condutor. Interrompendo a parte meramente instrumental, chama ao palco o primeiro convidado.

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Wanderley Cardoso (Jovem Guarda)

Jovem Guarda

Os olhos verdes de Wanderley Cardoso. Deixavam as garotas da platéia, os ‘brotos’, como eles chamavam, alvoroçadas. Mas não eram apenas os olhos. Era todo um charme conduzido pela voz sensível e sedosa. De que ele fazia uso tanto para cantar em cima do palco quanto em bastidores.

‘O bom rapaz’ da Jovem Guarda despertava a admiração de mulheres e homens. E recebia homenagens das mais variadas. Desde declarações desesperadoras de amor no burburinho até nomes de cachorros. Isso mesmo. E por outra celebridade. Outro cantor não menos famoso que assim batizou o seu animal de estimação, amigo doméstico preferido, o exagerado Cazuza.

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Álbum: Toque Dela

Segundo disco solo de Marcelo Camelo carrega frescor da primavera

Álbum Marcelo Camelo

Afeito à mudança que a primavera busca ao derrubar as folhas do outono com seus jardins de flores, Marcelo Camelo reluz altaneiro, dispensa da soberba em ‘Toque Dela’, segundoálbum solo.

‘A noite’ invade os vidros do reservatório de peixe e águas com fulgor de cabrito em festa do interior: “nos romances e mistérios dessa clareira…”. Ave rabeca, clarinete e sax!

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Álbum: sou / nós

Primeiro trabalho solo de Marcelo Camelo condensa solidão ao barroco

Marcelo Camelo

Bucólico e minimalista, Marcelo Camelo caminha entre relva e plantas aquáticas, bonitas, que agora me escapam o nome. Monet as pintou em belo estudo impressionista. Trevo Dom Quixote dos morridos.

‘Téo e a gaivota’ sobrevoam a mata inerte, assolada em lodos, lamas, engodos, em tramas: “todo amor encontra sempre a solidão”. Romanos algarismos, distintos, destinos, reverberam as cruzadas, sinos sonos: “os ais e os hão de ser”. ‘Tudo passa’.

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Artes Plásticas na TV

Espaço reservado à propagação de arte plástica na TV brasileira é reduzido

Artes Plásticas

Às artes plásticas nunca coube papel de destaque na televisão brasileira, talvez porque a consolidação da segunda ocorreu justamente no período em que a primeira se marginalizou de vez, através do manifesto neo-concreto assinado por artistas que faziam uso de referências múltiplas (cosmopolitas e provincianas) como Hélio Oiticica, Lygia Clark e Amílcar de Castro, entre outros.

Qual seria então o lugar marcado para essas artes na atual programação da televisão brasileira? Primeiro é bom referir que as artes plásticas contemporâneas, principalmente a partir desse momento denominado neo-concretismo, nunca aceitaram demarcações definidas, e por isso é tão difícil a tratativa do assunto em um veículo que ao longo dos anos vem se notabilizando por facilitar a compreensão do espectador e oferecer respostas ágeis e práticas.

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