Literatura: O Retrato de Dorian Gray

Obra atemporal de Oscar Wilde põe em debate a busca da beleza

Literatura

O Retrato de Dorian Gray, publicado em 1891, é o único romance da obra do escritor irlandês Oscar Wilde, que viveu de 1854 até 1900, e tornou-se um dos mais célebres de todos os tempos.Descrito como um “dos clássicos modernos da Literatura Ocidental”, foi classificado pela BBC como 118 na lista dos 200 romances mais populares.

A história, situada na Inglaterra aristocrática do século XIX, gira em torno de um jovem que apaixona-se por sua própria imagem ao vê-la pintada em um quadro, (reproduzindo em águas novas o mito de Narciso) e faz um pedido para que não envelheça jamais, pois com o tempo perderia a beleza estonteante de seus traços. O suspense sobre seu fim começa quando estranhamente o pedido é atendido.

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Chico Science (Mangue Beat)

Mangue Beat

Caranguejo mola nas patas. Ciência na astrologia. Arte de Chico. Brasil de Francisco. Rios e dunas e santos. Bomba histriônica. História atômica. Maracatu cá tu ma ar. Mangues e circos e dardos lançados nas lamas do caos.

Jorge Mautner & Gilberto Gil. Tropical rock de Cássia Eller. Percussão e toda uma Nação de Zumbi dos palmares, palmeiras, palmas palestra dessa cidade que nos resta computadorizada e imune; degradada e convexa.

“No bico do beija-flor, beija-flor, beija-flor
Toda fauna-flora grita de amor
Quem segura o porta-estandarte
Tem a arte, tem a arte
E aqui passa com raça eletrônico maracatu atômico”

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João Gordo (Punk)

Ratos de Porão

Rato de porão, vômito verme varizes. No ano da ditadura militar brasileira, num dia 13 caveira, macabro, abriu a tampa do esgoto e despencou nesse mundo colhido-calado. Provocou enorme barulho, em vista de seu tamanho desproporcional. Gordo grande grunhindo gritos de guerra poupando refrão.

Cão espumando, chupando manga. Esqueleto de gosma e fúnebre sarcasmo detonou dinamite gargalhou explosão. Cuspe na morte. Quebrar, incompreensível. Descrente desesperança e virulento discurso político.  Cru, agride. Escroto, corvo, massacre. Carnificina, esquizofrenia, saliência. Sexo e bebedeira. Sujo.

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Show: Warley Henrique

Cavaquinista mineiro presta homenagem à altura de Waldir Azevedo

Cavaquinho mineiro

Aquecidos os instrumentos, o show começa morno para o que está por vir. Grande atração da noite, o cavaquinista que irá solar Waldir Azevedo é o último a entrar em cena, onde já lhe aguardam os acompanhantes, Gustavo Monteiro no violão, Ricardo Acácio e Robson Batata comandando as percussões.

Ao atacar a primeira leva de músicas no instrumento principal daquela chuvosa confraternização, Warley Henrique não esboça gracejos ou palavras. Somente se entrega ao cavaquinho que a ele pede esmola e recebe de troco notas e mais notas premiadas.

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Cinema: A Erva do Rato

Último filme de Julio Bressane impressiona pela beleza incômoda

Júlio Bressane

Júlio Bressane segue fiel à marginalidade. O gosto amargo que amianto seduz em suas películas corre longe do vagão maquinário da indústria. Em direção quase sempre perpendicular e composta por quadros vagos, parados, extrapola uma beleza radiante.

É louvável o modo com que o diretor utiliza de artifícios toscos para gerar sensações de estranhamento. No seu caso a simplicidade roça com a boca aberta a natureza e se orgulha disso. Dando ao espectador prazer indizível.

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