Wilson Miranda (Jovem Guarda)

Jovem Guarda

Wilson Miranda é daqueles famosos casos do primeiro a partir e também a abandonar o barco. Introdutor dos estilos que fomentaram a conhecida ‘Jovem Guarda’ brasileira, como o twist, o calypso e as baladas de rock, ou seja, ritmos dançantes que combinavam andamento veloz com letras romantizadas, o inicial cantor travessou os mares como crooner de uma banda de jazz.

Embora fortemente criticado pelos meios de comunicação, em virtude da defesa dos valores tradicionais e contra a invasão de cultura estrangeira no país, o rapaz de Itápolis, no interior de São Paulo, alavancou aplausos junto ao público, principalmente em função das músicas ‘Alguém é bobo de alguém’, ‘Não tive intenção’, ‘Bata baby’, ‘Estou começando a chorar’ e ‘Chove’.

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Cinema: Marginal

Rogério Sganzerla e Júlio Bressane deram irreverência ao cinema nacional

Cinema Marginal

O Cinema Marginal era o noviço irreverente do Cinema Novo. Desobrigado de engajamentos, se dava ao direito de fazer gracinhas, e com direito adquirido pela inventiva criatividade de seus diretores. Muito mais ligados ao cinema na essência do que os primos políticos, o cinema que construíram surgiu justamente dessa dissidência provocada por rivalidades conceituais e estéticas. Não sendo de todo discordante nem pretendendo tal mérito, buscou referências nas assumidas influências estrangeiras e se esgueirou de qualquer tentativa pretensiosa de produzir uma arte pura, nova.

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Humor: Chico Anysio

Humor

O homem sem rosto definido. De mil rostos, 209 tipos irrestritos. Abrilhantavam o rádio, a TV e o teatro brasileiros com quadros humorísticos ligados umbilicalmente ao povo, que colocava o dedo na ferida da grávida, da parteira, do palanque e do padeiro.

Desde as contribuições sertanejas ao repertório eclético da musa da dor de cotovelo Dolores Duran, até zombarias instantâneas com o vocabulário rebuscado e planador de Caetano Veloso e a turma dos Novos Baianos, Chico Anysio sucedeu na música com o mesmo entusiasmo e clamor popular.

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Artes Plásticas: G. T. O.

Mostra revela arte genuína do mestre mineiro da escultura

Artes Plásticas

Vede o verde em flor? A roçar nos alvos campos, de brancura incolor? Chama-se magia esmeralda, a esmerada música. A que se julgou. Sob o deleite dos homens. Que em meio ao jardim sem flores. Inventaram meios de se re-compor.

Martelo com asa de besouro vira o quê? Vôo cego, casca rija. Árvores e árvores transformadas no corte da madeira que assimila o homem: desejos, angústias, saudades, loucura. Sigla ou iniciais capazes de representar o todo resto do mundo.

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Dança: Antônio Nóbrega

Espetáculo proporciona texto, imagem e som com rebuliço brasileiro

Dança

Ninguém mais tem paciência para sentar e ouvir. Mas com Antonio Nóbrega é necessário o gesto. Munido por conhecimento de causa, suscita na platéia dúvidas e respostas. Afinal, toca rabeca ou violino? Nenhuma, é a questão. Todas, a solução.

Condecorado embaixador pelos ouvintes atentos, balanceia sentidos vários em três categorias. Chama ao palco as moças, recatadas pelos músicos dotados, transmitem em carne e osso o que as imagens digitais passaram, e cada obra tem sua verdade.

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