Artes Plásticas: Camille Claudel

“Dôo-me até onde penso,
E a dor é já de pensar,
Órfão de um sonho suspenso
Pela maré a vazar…” Fernando Pessoa

Escultura Valsa

A onda traz até mim um cachorro. Tem olhos cor de rosa, língua pra fora a singrar os mares. Não vai haver facilidades, encontro-me num parto complicado. Anestesia não esconde a culpa de parir o que sou e não veio, nem existe na rede nem espada em riste. Pescadores jogam promessas.

Vago. Levanto-me. Mistério das missas. Miríades dos rejeitados. Erguido da rocha de sais. Sou eu a escultura de Camille Claudel. Perdão ou cura no papel, assinada pelo médico com broca. Hospício de minhas loucuras. Sanidade das minhas mártires. Erro e crio o novo. Procrio gazela no cio da mata come-me fogo, argila-lama, mata.

Veja mais

Dança: Valsa

Tradição européia introduziu-se ao Brasil por meio da Corte Portuguesa

Dança

Em 1808, junto com a Corte Portuguesa, chegava ao Brasil um gênero musical que transformaria toda a história das composições românticas feitas no país: a valsa.

De caráter inicialmente apenas instrumental e executada por grandes orquestras, a valsa era dançada e apreciada pela nobreza nos luxuosos salões imperiais da época, tendo inclusive Dom Pedro I como um de seus compositores.

Veja mais

Braguinha (Marchinha)

Marchinha de carnaval

Dono de um dos mais vastos e ricos repertórios da música brasileira, Braguinha jamais aprendeu a tocar um instrumento musical, compondo suas músicas através de uma das formas mais antigas que existem, e que desde criança se aprende, o assovio. Como se fosse um passarinho, um João de barro a construir sua casinha, Braguinha se embrenhava por entre os caminhos do carnaval, do samba-canção e da música infantil dando a medida exata ao chão e às paredes melódicas que construía. Tendo estudado arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, Braguinha logo se consagraria pela música, mas não abandonaria nunca a condição de arquiteto da melodia, sutilmente calculada em seus assovios que criavam personagens como a Chiquita Bacana, o Pirata da Perna de Pau, os heróis e vilões das histórias infantis e as traduções tão deliciosamente brasileiras que ele fazia para os desenhos da Disney.

Eu sou o pirata da perna de pau
Do olho de vidro, da cara de mau”

Veja mais

Teatro: Rádio Nacional

Boas atuações e direção musical sublimam essência do espetáculo

Teatro brasileiro

Simples como um cisne nada n’água. Direto como uma flecha voa do arco. Com ótima atuação dos atores e boa história de fundo interligando os números principais, ‘Rádio Nacional’ prende a atenção do espectador quase integralmente.

Com direção dividia entre artística, musical e de vídeo por Fábio Pilar, Helvius Vilela e Vicente Maués respectivamente, e supervisão geral de Bibi Ferreira, o espetáculo aposta as fichas do Cassino da Urca nas excelentes músicas da época e no humor temporal (e ganha).

Veja mais