Dança: Frevo

Tradição pernambucana segue irrestrita!

Festa brasileira

Frevo guarda chuva, solta o sol na praça. Bonecos de Olinda, pernas de pau, os canhões são braços, que acenam aos anões, donos do espetáculo, borrifando alegria, pecado, gíria, molecada em vestes, despida.

Alceu Valença e Antônio Nóbrega, Capiba e essa gente monta, se esconde na moita, na mata, meio dia, noite inteira, bebedeira, capim e cachaça, algibeira, tem gim e alaga de inundação e prece o verso do poeta, profeta das horas intermináveis. O Frevo é a festa que nunca acaba.

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Zeca Baleiro (Cantores brasileiros)

Telegrama Música

A Prosa:

José de Ribamar é um santo. Zeca Baleiro, o artista, portanto, um diabo. Descendente de árabes, provido no Maranhão, nordeste brasileiro, veio ao mundo para homenagear a crença de sua mãe, o que realizou em partes. Destreza de um rápido gatilho já o acompanhava garoto, assim como a malícia com que embalaria suas cantigas de roda, mas o apelido veio não por estilingue de arma, e sim mania de chupar doces durante a aula, o que lhe garantiu a primeira idéia artístico-literária: fundar loja de quitutes. Explico, o batismo do estabelecimento veio em virtude de sua intuição de menino-músico, “Fazdocinhá”, tradicional re-canto dos habitantes locais.

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Teatro: Tennessee Williams

“Uma linha pode ser direita ou uma rua. Mas o coração de um ser humano?” Tennessee Williams

Dramaturgo norte-americano

Preencher uma página em branco como um quarto empesteado de algemas de vidro. Um menino solitário trancafiado emite o próprio ego em mugidos de desespero e rancor. Ambos sãos, sentimentos negros, pintados com o nanquim pegajoso e grudento de dias posteriores.

Papai não aceita a homossexualidade do filho, sem sequer suspeitar dos beijos e lânguidos desejos aspirados qual cocaína nas noites macias de colchão branco e revistas masculinas por sob o pijama listrado.

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Noite Ilustrada (Samba)

Cantor brasileiro

O que a Noite tem a ver com Ilustração do Verso? Atrás da capa de Revista esconde-se um moreno, negro, olhos de leopardo, rugir contento. Mineiro, de Pirapetinga, carioca, da Portela e da Volta por cima. Por baixo dos trilhos do trem um coração irmão de Pelé, confundido, arredio, ousado no drible de partir pro alto, partilhar a cintura, na curva do samba que vira a boa esperança em nó do sucesso.

“Reconhece a queda
E não desanima
Levanta, sacode a poeira
Dá a volta a por cima”

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Literatura: Crimes Passionais

“A educação é admirável, no entanto, é bom recordar, que nada que valha a
pena pode ser ensinado.” Oscar Wilde

Lolita

Dizem no Brasil que a política rouba, a polícia tortura e o aluno mata aula. Que as leis não pegam e que o maço de cigarros mais vendido ainda é o de Gérson. Ainda assim o crime mais cometido no país é o que se comete por amor, como aconteceu comigo.

Me apaixonei pela professora, como um filme de Lolita às avessas. Ela era uma mulher de estatura mediana, cabelos sempre ao vento e aquele olhar que engana. Os óculos cor de face acentuavam suas curvas, seu enlace com o mundo lá fora.

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