Cazuza (Cordão umbilical do rock brasileiro)

Nomes fundamentais da cena: Cazuza, Júlio Barroso, Lobão e Zeca Neves

Cordão umbilical do rock brasileiro

Perdido na selva desde que chegara a este planeta e sonhando com Jack Kerouac, o traficante da liberdade Júlio Barroso despencara de sua janela de beira para o céu até o azul infinito. Era um frio seis de julho de 1984. Nesse dia, o mundo inteiro era um trio de Absurdettes que choravam sua viagem.

Mas não esse mundo com o qual se está acostumado. Era um mundo beat, um mundo anárquico, um mundo onde se trafica poesia. Um ano antes, esse ser colorido que só usava branco e que enxergava além do universo com seus óculos fundo de garrafa perdida no mar com o pergaminho da dúvida fizera um movimento interessante através de uma tal de Gang 90.

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Teatro (Crônica)

“Assim É… (Se Lhe Parece)”  Pirandello

Crônica

O Teatro. O que é o Teatro? Lembro-me da minha primeira experiência distante do claustro solitário, calabouço que armara para minhas vertigens diárias. Foi através do Teatro. Antes, divertia-me desenhando em cartolinas cores e desvios retos e justos que depois enfeitavam a parede dos armários. Muito antes ouvia frases que se não me anotavam somente na cabeça, julgo hoje terem sido os primeiros rompantes artístico-filosóficos (sem a pretensão que regularmente emana de tais palavras).

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Literatura: Com o meu mais todo, carinho

“linho branco que até o mês passado lá no campo inda era flor” Belchior & Fagner em ‘Mucuripe’

Literatura

Ouro nas mãos. Perpetua o bramir da noite. Cara lavada, pedra rugosa. Tirada das minas, cavernas, mares. Infindo mover das areias. Não há febre. Mas é preciso cuidado, tato, manejo, para soerguer o tesouro, desvela água.

Mão aflita segurando ouro. Permitindo toque dourado. Cintilante. Autêntica de pálpebras e cílios e cristais. Orgânica. Feita de iodo e pele extenuada de méritos, raias e rédeas. Égua solta no pasto. Vaca no cingir do dia. Oferecendo leite, queijo, alimento: vida.

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Show: Quatro na Roda

Quarteto dá show de choros em noite dedicada à Rainha do gênero

Show Chorinho

Ademilde Fonseca parece providencialmente ter encomendado sua partida do grande público no andar de baixo para ouvir lá no alto do andar de cima o quarteto ‘Quatro na Roda’. Se assim, nesses relevos insolentes da Terra o som já soa demasiado agradável, imagine a acústica no céu.

Prefaciados pela contadora de histórias e autora de livros, Beatriz Myrrha, e com produção de Lilian Macedo, os quatro integrantes adentraram o palco com a missão de reabrir a temporada de shows do Projeto Pizindin 2012, desta vez, homenageando todas as formas de choro cantado.

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Show: Roberta Sá

Cantora apresenta repertório eclético e misturado

Segunda Pele

Elétrica, a boneca adentra a caixa recortada com papel crepôn e luzes de vaga-lumes. Se ilumina o rosto de louça, branca inocência pintada. Presente de menina larga na mão da infância as lembranças, recolhidas, caladas, catadas com pega-borboleta.

Uma música uma musa dividida divina em poses, ledos enganos brilhando as pérolas do vestido sensual. Na pele que despista a veste despe a nudez escondida (quase sempre). Pernas põem o lado de dentro de lado o fora de lodo no calo. Sobe um salto peremptório.

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