Teatro: Tennessee Williams

“Uma linha pode ser direita ou uma rua. Mas o coração de um ser humano?” Tennessee Williams

Dramaturgo norte-americano

Preencher uma página em branco como um quarto empesteado de algemas de vidro. Um menino solitário trancafiado emite o próprio ego em mugidos de desespero e rancor. Ambos sãos, sentimentos negros, pintados com o nanquim pegajoso e grudento de dias posteriores.

Papai não aceita a homossexualidade do filho, sem sequer suspeitar dos beijos e lânguidos desejos aspirados qual cocaína nas noites macias de colchão branco e revistas masculinas por sob o pijama listrado.

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Noite Ilustrada (Samba)

Cantor brasileiro

O que a Noite tem a ver com Ilustração do Verso? Atrás da capa de Revista esconde-se um moreno, negro, olhos de leopardo, rugir contento. Mineiro, de Pirapetinga, carioca, da Portela e da Volta por cima. Por baixo dos trilhos do trem um coração irmão de Pelé, confundido, arredio, ousado no drible de partir pro alto, partilhar a cintura, na curva do samba que vira a boa esperança em nó do sucesso.

“Reconhece a queda
E não desanima
Levanta, sacode a poeira
Dá a volta a por cima”

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Literatura: Crimes Passionais

“A educação é admirável, no entanto, é bom recordar, que nada que valha a
pena pode ser ensinado.” Oscar Wilde

Lolita

Dizem no Brasil que a política rouba, a polícia tortura e o aluno mata aula. Que as leis não pegam e que o maço de cigarros mais vendido ainda é o de Gérson. Ainda assim o crime mais cometido no país é o que se comete por amor, como aconteceu comigo.

Me apaixonei pela professora, como um filme de Lolita às avessas. Ela era uma mulher de estatura mediana, cabelos sempre ao vento e aquele olhar que engana. Os óculos cor de face acentuavam suas curvas, seu enlace com o mundo lá fora.

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Roberto Silva (Samba)

Cantor brasileiro

Todo Reinado precisa de um Príncipe. No Brasil, terra do Samba, o escolhido foi Roberto Silva. Filho de dinastia nobre, herdeiro direto da linhagem de Ciro Monteiro e Orlando Silva, aprendeu desde cedo a desdobrar o ritmo e salientar a intenção dos versos em falas bem costuradas e repiques na medida exata para sua voz.

“O escurinho
Era um escuro direitinho
Agora está com a mania de brigão
Parece praga de madrinha ou macumba
De alguma escurinha que lhe fez ingratidão”

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Entrevista: Ataídes Braga

Entrevista com o cineasta, historiador, pesquisador, roteirista e professor Ataídes Braga.

1- Qual o grande diferencial do cinema brasileiro para os demais cinemas que se praticam no mundo?

Toda cinematografia tem importância mas o que difere cada uma delas é o registro de sua identidade, sua cultura, seus valores, a representação de seu povo, enfim, o caráter do brasileiro não pode ou não deveria ser apresentado senão pelo brasileiro com riscos de serem caricaturados.

2- Qual movimento mais influenciou o cinema brasileiro?

Cada época teve uma marca e vários registros de influências são notados, por exemplo, o nosso primeiro cinema foi muito influenciado pelas vivências de muitos pioneiros que eram estrangeiros, italianos, portugueses; já as tentativas industriais pelo modelo americano e italiano; o cinema novo e um cinema independente dos anos 50/60 claramente pelo neorealismo italiano e pela nouvelle vague francesa; as pornochanchadas pelo cinema erótico italiano e depois vários cineastas, a partir dos anos 80, por todo mundo de fora e de dentro do Brasil.

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