Sérgio Sampaio (O Rei & o fora da lei)

Trajetórias de Sérgio Sampaio e Roberto Carlos são comparadas

Eu quero é botar meu bloco na rua

As águas de Itapemirim deram ao mundo um Rei e um fora da lei. Um médico e um monstro. Cachoeiro, no masculino, maturou a seleção natural entre aquele que seria quase unânime em agasalhar corações maternos e o que exacerbava feminilidade na postura prática. Pernas cruzadas, cabelos longos e negros como lágrimas ou labirintos, boca embicada à espera de um batom corrosivo vermelho que pintava seu nome nos encartes dos discos: Sérgio Sampaio. O outro prescinde apresentação, Roberto Carlos.

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Dona Ivone Lara (Samba)

Sonho Meu

Dona Ivone Lara. Ah, Dona Ivone Lara, quanta força de menina há no respeito com que te tratam. Pois conquistou essa alcunha brincando, bulindo travessuras, esquentando na xícara de café o leite adormecido da manhã, ao que chamaram essa diversão de samba-enredo, você aceitou, porque não? Afinal contava a história da sua vida, os sonhos, as fantasias, de bonecos que desfilariam nas avenidas do Rio, com toda a elegância imaginada, no coração verde e branco do Império Serrano.

Carnaval
Doce ilusão
Dê-me um pouco de magia
De perfume e fantasia
E também de sedução
Quero sentir nas asas do infinito
Minha imaginação

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Dança: Frevo

Tradição pernambucana segue irrestrita!

Festa brasileira

Frevo guarda chuva, solta o sol na praça. Bonecos de Olinda, pernas de pau, os canhões são braços, que acenam aos anões, donos do espetáculo, borrifando alegria, pecado, gíria, molecada em vestes, despida.

Alceu Valença e Antônio Nóbrega, Capiba e essa gente monta, se esconde na moita, na mata, meio dia, noite inteira, bebedeira, capim e cachaça, algibeira, tem gim e alaga de inundação e prece o verso do poeta, profeta das horas intermináveis. O Frevo é a festa que nunca acaba.

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Zeca Baleiro (Cantores brasileiros)

Telegrama Música

A Prosa:

José de Ribamar é um santo. Zeca Baleiro, o artista, portanto, um diabo. Descendente de árabes, provido no Maranhão, nordeste brasileiro, veio ao mundo para homenagear a crença de sua mãe, o que realizou em partes. Destreza de um rápido gatilho já o acompanhava garoto, assim como a malícia com que embalaria suas cantigas de roda, mas o apelido veio não por estilingue de arma, e sim mania de chupar doces durante a aula, o que lhe garantiu a primeira idéia artístico-literária: fundar loja de quitutes. Explico, o batismo do estabelecimento veio em virtude de sua intuição de menino-músico, “Fazdocinhá”, tradicional re-canto dos habitantes locais.

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Teatro: Tennessee Williams

“Uma linha pode ser direita ou uma rua. Mas o coração de um ser humano?” Tennessee Williams

Dramaturgo norte-americano

Preencher uma página em branco como um quarto empesteado de algemas de vidro. Um menino solitário trancafiado emite o próprio ego em mugidos de desespero e rancor. Ambos sãos, sentimentos negros, pintados com o nanquim pegajoso e grudento de dias posteriores.

Papai não aceita a homossexualidade do filho, sem sequer suspeitar dos beijos e lânguidos desejos aspirados qual cocaína nas noites macias de colchão branco e revistas masculinas por sob o pijama listrado.

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