Humor: Paula Fernandes

“Mas por sorte nos urbanizaram sem pavimentar nossa naturalidade.” Quino

cantora de sertanejo universitário

Paula Fernandes estourou nacionalmente depois de convidada a cantar em especial da Rede Globo com o Rei Roberto Carlos. No entanto, a mineira de Sete Lagoas já trilhava passos no chamado circuito universitário da música sertaneja.

Música esta, que em minha opinião, utiliza-se das vestimentas e de alguns clichês do verdadeiro universo caipira para espalhar canções românticas e com forte apelo popular de rádio e televisão: ou seja, objeto industrial, de fábrica, conceituado segundo os preceitos de venda do mercado.

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Chiquinha Gonzaga (Chorinho)

“porque tudo é vale onde o som dói.” Fernando Pessoa [Álvaro de Campos]

compositora de "Corta-Jaca"

O piano tocava ao fundo de uma sala branca, indistinta, recatada. Não era possível saber do que se tratava, até ela adentrar o recinto. Uma mulher, feminina e ferina, pousava os dedos laicos sobre o piano.

Uma mulher, e isso era tudo, e era um absurdo, até desacato. Chiquinha Gonzaga enfrentou o piano, o pioneirismo lhe coube aos ombros, leves, bem costurados, mas que se tornaram alvo de indignação quando ela defendeu os escravos.

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Entrevista: Fernanda Takai

“Mas o antigo espelho, que vira e revira
nos seus longos anos de existência
coisas e rostos aos milhares;
mas o antigo espelho agora se alegrava
e exultava de haver mostrado sobre si
por um instante a beleza culminante.” Konstantinos Kaváfis

Fundamental com Andy Summers

As crônicas de Fernando Sabino a respeito de sua passagem pela Inglaterra renderam o livro “A Inglesa Deslumbrada”, onde o humor dá o tom periférico à ousadia do escritor.

Já a mais recente passagem do inglês Andy Summers pelo Brasil, astro da extinta banda The Police, resultou em parceria com a amapaense Fernanda Takai, residente em Belo Horizonte há tempo bastante para considerar-lhe mineira quem o quiser assim.

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Entrevista: Curumin

“O corpo não traslada, mas muito sabe; adivinha se não entende.” Guimarães Rosa

CD Arrocha

O lema dos samurais é uma flor: “hoje é um bom dia para morrer”, ou, em palavras sutis, “viver o presente sem medo”. O vermelho duma cerejeira pode facilmente confundir-se com o sangue, correndo, espesso, líquido, intransponível.

No rio onde caminha a principal foz da música Curumin passou os dedos: “Gravar uma faixa com o Herbie Hancock é algo impressionante, com certeza o mais genial com quem já toquei.”

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Entrevista: Zeca Pagodinho

“O ataque de uma borboleta agrada mais que todos os beijos de um cavalo.” Mario Quintana

Deixa a vida me levar

“Não ouço o que há de pior na música brasileira”, é com estas palavras que Zeca Pagodinho exalta o samba, o pagode, o próprio disco, mote da apresentação no Chevrolet Hall na próxima sexta-feira, 19 de outubro, encerrando a turnê de mais um festivo sucesso da carreira do compositor de Xerém.

Mas Zeca também não se fecha para o que há de novo. “Vida da minha vida” compila antigos êxitos, como a canção “Pôxa”, do pouquíssimo gravado Gilson de Souza, redescoberta por Zeca quando este ouvia a rádio Tupi, do Rio de Janeiro, a inéditas composições, entre elas homenagem ao neto de Pagodinho, intitulada “Orgulho do Vovô”, em parceria com Arlindo Cruz.

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