Literatura: Torquato Neto

“e deu-se que um dia eu o matei, por merecimento.
sou um homem desesperado andando à margem do rio parnaíba.” Torquato Neto

Soy loco por ti América

Muita gente não entende ainda que a canção “Cajuína” é uma homenagem do poeta Caetano Veloso a outro poeta, Torquato Neto, natural de Teresina, no Piauí, morto aos 28 anos, na capital Rio de Janeiro, um dia após aniversariar, por suicídio.

Poeta porque Caetano Veloso, em especial nessa música, exprime uma veia lírica e doída, dessas que sangram indolentemente.

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Paulinho da Viola (Cantores brasileiros)

“Este pobre navegante, meu coração amante
Enfrentou a tempestade
No mar da paixão e da loucura
Fruto da minha aventura
Em busca da felicidade” Paulinho da Viola

Foi um rio que passou em minha vida

Batatinha, sambista baiano autor de escassos sucessos, sem com isso perderem relevância, condecorava com honra e merecimento Paulo César Batista Faria o Ministro do Samba, na música “Ministério do Samba”.

Não por acaso diagnosticava-o vindo de linhagem nobre, filho de César Faria, lendário violonista do conjunto de choro Época de Ouro, idealizado por Jacob do Bandolim.

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Roberto Carlos – Esse Cara Sou Eu & Furdúncio

“Só não é dele a tua tristeza, ó minha triste amiga!
Porque ele não a quer.” Manuel Bandeira

Esse Cara Sou Eu

Roberto Carlos, Rei das românticas e da Jovem Guarda, volta a compor músicas novas. Espere aí, devagar com o andor que o santo é, esbarro… Talvez o plural dispense a realidade.

Novas? Sim, do ponto de vista conceitual, as músicas são novas, pois embaladas por ineditismo de palavras naquelas circunstâncias, título e notas. Mas se prestarmos atenção ao essencial, a estrutura é exatamente a mesma de repetíveis primaveras a cantada do Rei em “Esse Cara Sou Eu”, divulgada em larga escala através de “Salve, Jorge”, novela das nove da Rede Globo com autoria de Glória Perez.

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Teatro: Suellen Ogando

“Declina o sol,
Levita a d’alva;
Silentes os pássaros
Nos ninhos,
Busco o meu.
E a lua em flor
No alto zênite,
Se assenta
E sorri na noite.” William Blake

Suellen Ogando, talvez você nunca tenha ouvido falar nesse nome, admito o desconhecimento, afinal evidências nem sempre associam fielmente a balança. É que o teatro, e o de Belo Horizonte, não é contemplado com tantos olhos quanto os para os televisores.

Sem afeição de caso ou demérito contrário, todos buscam lugar ao sol, e a peneira é grande, gorda, rechonchuda, quase nunca justa. Porque os que estão no alto, vítimas dos aplausos, não lhes tiro os elogios nem lego culpa. Apenas quero falar de Suellen Ogando.

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Entrevista: Otto

“O que se percebe não é nada, comparado com o que se imagina” Bachelard

The Moon 1111

Embora o homem tenha pisado na lua há mais de 40 anos, o acontecimento ainda é visto como futurista. As praças do planeta Terra se preparem. Elas serão invadidas pelo som alucinante e maciço do cantor, compositor e percussionista Otto no dia 11 deste mês.

Exatamente três anos se passaram desde que o filho de Pernambuco, “natural do Agreste, em Belo Jardim”, como ele mesmo diz, acordou de sonhos intranquilos (‘Certa Manhã Acordei de Sonhos Intranquilos’, álbum lançado em 2009) ocultos na lente do escritor austro-húngaro Franz Kafka para emergir a bordo duma temperatura capaz de queimar livros, a Fahrenheit 451, “em direção ao futuro”, afirma.

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