Entrevista: Bibi Ferreira

“O fato de sermos habitados por uma nostalgia incompreensível seria mesmo assim o sinal de que existe um além.” Eugène Ionesco

Bibi Ferreira

Bibi Ferreira acaba de lançar novo CD, ‘Natal em Família’, pela Biscoito Fino. Concomitantemente, a partir do dia 8 de janeiro, retoma os palcos do Rio de Janeiro, no Municipal Carlos Gomes, com o espetáculo ‘Histórias & Canções’. Nada mal para uma iniciante. Com a exceção de que a entrevistada, aos 90 anos, totaliza igual quantia de carreira. Acredite, com 24 dias de vida, ela estreava no teatro.

Na ocasião, Bibi substituiu uma boneca desaparecida instantes antes da apresentação de ‘Manhãs de Sol’, de Oduvaldo Vianna. De lá para cá, interpretou Edith Piaf, deu voz e corpo à palpitante ‘Gota d’água’, peça de Chico Buarque e Paulo Pontes, além de uma intensa dedicação ao teatro, tanto na direção quanto protagonizando. O passar do tempo lhe legou muitas lembranças e uma certeza única: “Sou uma batalhadora, uma atriz, uma mulher feliz”, diz.

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Entrevista: Toni Garrido

“Morre e transforma-te!” Goethe

Toni Garrido

Elba Ramalho tornou icônica música composta por Dominguinhos e Nando Cordel, a versar sobre a saudade do lar. “De volta pro meu aconchego” reflete o temor de andar de avião, que obriga o sanfoneiro nordestino a percorrer longas distâncias de ônibus.

Arnaldo Antunes também avistou o tema, com a raivosa e política “Volte para o seu lar”, na qual difama a polícia, a doença, a miséria, e recolhe-se a uma casa esquecida, mas que ainda abriga confraternizações sinceras, quando todos se sentam na mesa para comer com a mão.

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Show: Edson Cordeiro (canta Herivelto Martins)

“Hoje amam, amanhã’ squecem,
Ora dores, ora alegrias;
E o seu eternamente
Dura sempre uns oito dias!…” Florbela Espanca

Edson Cordeiro

O breu, proposital, impedia-nos de vê-lo entrar em cena. Somente o piano de Miguel Briamonte foi possível distinguir na escuridão. Tal nome seria repetido tantas vezes, naquela noite, que jamais nos esqueceremos.

Quando a agudíssima voz ressoou no palco do teatro lotado, houve um minuto de espanto. Infinitamente inferior ao presenciado no momento em que se acenderam as luzes. Pois dotado daquela voz, inebriante, surgia uma miniatura de gente.

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Show: Toninho Horta & Quarteto

“Um vento varre o mundo, varre a vida.
Este vento que passa, irretratável,” Carlos Drummond de Andrade

Toninho Horta

Uma donzela magricela vem tomando a cena sem medo, de assalto, ritmada. Estica a saia, retira o chapéu florido, apresenta-se como distinta dama: guitarra. O condutor, do violão: Toninho Horta.

No encalço, enamorando-se dela, vem um baixo e robusto senhor, de chapéu austero, marrom, retirado da cabeça calva, elegantemente. Apressa-se a pentear os bigodes cinzas, e, então, distingui-se. Ezequiel Lima empunha o contrabaixo.

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Entrevista: Leandro Sapucahy

“Alguns procuram os padres, outros a poesia, eu, os amigos.” Virginia Woolf

Leandro Sapucahy

“Tenho a consciência de que o público, ás vezes, nem presta atenção, está lá, no show, só para azarar”, confirma Leandro Sapucahy, ao repercutir o estilo do trabalho “Baile do Sapuca – Sapucapeta”, posto no mercado em formato DVD pela gravadora Sony Music.

Gravado no Rio de Janeiro, na casa de shows Marina da Glória, o baile nasceu “despretensiosamente, de maneira muito espontânea”, e acabou se transformado em verdadeiro fenômeno de proporções nacionais, lotando espaços em Brasília, Maranhão, Piauí, Natal, Salvador e São Paulo.

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