Humor: Avenida Brasil

“Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.” Augusto dos Anjos

Nina e Carminha

Viajei para o interior de Minas Gerais e constatei que Débora Falabella mantém o mesmo sotaque dos tempos em que ainda morava em Belo Horizonte. Esta mania de comer as letras finais e primeiras, deixando só o sumo do interesse entre dentes é patrimônio histórico desta terra.

Na pele da malvada / boazinha Nina, a menina de boneca de pano numa das mãos e faca afiada na outra protagonizou ao lado de Adriana Esteves uma das cenas mais comentadas nos últimos dias. Digo isto pois peguei um ônibus da capital para a cidadezinha interiorana e afirmo: tudo que supera as grades e porteiras da periferia homérica é digno de nota.

Artes Plásticas na TV

Espaço reservado à propagação de arte plástica na TV brasileira é reduzido

Artes Plásticas

Às artes plásticas nunca coube papel de destaque na televisão brasileira, talvez porque a consolidação da segunda ocorreu justamente no período em que a primeira se marginalizou de vez, através do manifesto neo-concreto assinado por artistas que faziam uso de referências múltiplas (cosmopolitas e provincianas) como Hélio Oiticica, Lygia Clark e Amílcar de Castro, entre outros.

Qual seria então o lugar marcado para essas artes na atual programação da televisão brasileira? Primeiro é bom referir que as artes plásticas contemporâneas, principalmente a partir desse momento denominado neo-concretismo, nunca aceitaram demarcações definidas, e por isso é tão difícil a tratativa do assunto em um veículo que ao longo dos anos vem se notabilizando por facilitar a compreensão do espectador e oferecer respostas ágeis e práticas.