15 Músicas de Sucesso no Carnaval

“O Carnaval é a invenção do Diabo que Deus abençoou…” Caetano Veloso

Músicas de sucesso no carnaval

Cantado em verso e prosa e de cabo a rabo no Brasil todo, o Carnaval é certamente a festa popular do país mais reconhecida intramuros e além deles, pois feito, principalmente, de exaltação e liberação de costumes, transas e bodes. Com a bênção de Baco, Deus e o Diabo, a festança se estende por 4 dias entre os 4 cantos e becos e bocas por avenidas, blocos, ruas, confetes e serpentinas. Tradição maior a folia canta suas alegrias, tristezas e esperanças, em forma de sátira, gozo ou lamentação desde que o mundo é mundo, mas, no caso, aqui vamos da década de 1930 até os anos 2000, com direito a Carmen Miranda, Braguinha, Assis Valente, Caetano Veloso, Gal Costa e tudo o mais!!!

4 marchinhas para o Carnaval de BH

“Parece que o olho deles
Esticou, ficou maior…
É claro, estão esperando
A volta do carnaval.” Murilo Mendes

Festa na capital mineira reúne vários foliões

Nos últimos anos, além dos bares, BH tornou-se também a capital do Carnaval. Com uma programação ampla e diversificada a cidade passou a receber os tão tradicionais e antigos blocos carnavalescos que, fora remeter à memória, trouxeram suas próprias inovações com misturas inusitadas e, acima de tudo, festeiras. Vale fantasia, vale confete e serpentina, principalmente, vale alegria! Com esse intento selecionamos 4 marchinhas para você pular durante os 4 dias de farra e folia, cada uma delas distintas entre si, para privilegiar, como marca do carnaval de Belo Horizonte, justamente a diversidade. São elas uma marcha-rancho, uma marchinha entre o romance e a ironia, e duas marchinhas políticas, ambas com aquela já habitual pegada de humor. Vamos à festa foliar!

Crítica: “A última vida de um gato” presta importante homenagem a Dedé Santana

“Aprendera no Circo, há idos, que a palavra tem
que chegar ao grau de brinquedo
Para ser séria de rir.” Manoel de Barros

Dedé Santana protagoniza "A última vida de um gato"

Associado eternamente ao humorístico “Os Trapalhões”, Dedé Santana não parece se ressentir disto, pelo contrário, demonstra orgulho e gratidão. Artista de circo, antes do estouro nacional fez pequenas participações em filmes como, por exemplo, “A Espiã Que Entrou Numa Fria”, ao lado do intérprete de Zé Bonitinho. Acostumado a servir de “escada” para os companheiros – ou seja, aquele que prepara terreno para que outro se consagre com a piada – na montagem dirigida por Victor Peralta com texto de Alexandre Ribondi é Felipe Cunha quem faz o “garçom” para Dedé marcar os gols. Fica claro desde o início que, mais do que propor um tema, toda a dramaturgia serve, principalmente, para reverenciar e homenagear o protagonista, tornado recentemente “Embaixador do Circo no Brasil”. Aos 80 anos no palco o ator reflete sobre morte, perdas, saudades. A construção do enredo permite que se explicitem os recursos e a qualidade dramática que, ao longo da carreira, lhe foi tantas vezes subestimada. Acerto que torna ainda mais importante este salve. “A última vida de um gato”, como supõe o título, admite que o artista está no passo final da longa caminhada, e a hora é de realizar uma justa retrospectiva.

10 sucessos da música infantil brasileira

“As Nações já tinham casa, máquina de fazer pano,
de fazer enxada, fuzil etc.
Foi uma criançada mexeu na tampa do vento
Isso que destelhou as Nações” Manoel de Barros

O universo infantil deu vários sucessos para a música brasileira

A música que versa sobre o universo infantil nem sempre é só para crianças, embora tenda a atendê-las. Ou seja, talvez, para a criança que teima em existir em cada um de nós. Afinal tudo na vida é feito para se ter alegria, voltar a brincar com a leveza e plenitude dos primeiros anos. Com essa intenção, muitos dos nossos cantores e compositores cravaram verdadeiros sucessos da música infantil brasileira no nosso imaginário popular, desde a década de 1940, passando pelos anos 1950, 1960 e assim por diante até os anos 2000. Com múltiplas abordagens, reafirmando o caráter diversificado da nação, passeamos ao sabor de Braguinha, Carequinha, Mamonas Assassinas, Os Trapalhões, Zacarias, Jô Soares, Adriana Partimpim e relembramos a infância.

Análise: A relação estreita entre a política e a caricatura

“É uma imagem verdadeira, nascida de um espetáculo falso.” Jean Genet

Política nacional por Renato Aroeira

Para o político não há consagração maior do que tornar-se charge. Significa que o seu rosto é conhecido, e digno de nota. Muitos preferirão, neste caso, a morte à vida, pois é quando serão transformados em pontes, avenidas, ruas, teatros, arenas, estádios, com os devidos nomes cravados na língua e nos dentes dos cidadãos.  Já o artista costuma-se virar melhor como nome de gato, peixe, cachorro e outros animais mais simpáticos e estimáveis. No sentido em que é possível estimá-los. São animais de estimação. Não raro encontra-se uma cadela Frida e um gato Picasso. Mas é curiosa, para não dizer hilária, a íntima e estreita relação estabelecida através dos anos entre a política e a caricatura. Ofício que hoje em dia adquiriu traços realmente físicos e desenháveis já foi naqueles tempos de outrora função decorrente da sátira, daqueles que versavam em praça pública para debochar dos de toga, como é o caso conhecidíssimo de Gregório de Matos, aclamado como a Boca do Inferno.

Artigo: Por que só agora, Lula?

“Demonstrar-lhe que, para a vida, se nasce de tantos modos, de tantas formas… Árvore ou pedra, água ou borboleta… ou mulher… E que se nasce também personagem!” Luigi Pirandello

Lula é investigado pela Lava Jato

Uma das poucas coisas que se aprende com o jornalismo é que versões oficiais dificilmente interessam, pela natureza de seu caráter que as impede de alguma sinceridade para além das aparências. Logo, é preciso ser auspicioso e perspicaz a fim de estimar o que brasões e espelhos escondem. Noutras: quais interesses movem os envolvidos? Para investigar e planejar a derrubada de figuras poderosas é imperioso contar com o apoio e suporte de outras tão ou mais poderosas do que ela. Isso diz a história, as peças de Shakespeare e alguns filmes de Rossellini. Trocando em miúdos, não haveria o golpe militar de 1964 ou a eleição de Collor sem certo respaldo importante, global, robusto. Maquiavel diz que um príncipe não deve formar “exército de mercenários”, pois poder e dinheiro mudam de mãos, e aquelas que foram beijadas tendem a ser dispensadas com o escárnio e escarro citados pelo poeta Augusto dos Anjos.

As diferenças do humor na internet e na televisão

“As lágrimas do mundo têm uma constância imutável. Assim que um acaba de chorar, em algum outro lugar outro começa. É a mesma coisa com a risada. Portanto, não vamos falar mal de nossa época; ela não é pior que as anteriores. Mas também não vamos falar bem dela. Não vamos falar nada.” Samuel Beckett

Programas de humor proliferam na internet

Nas últimas semanas Marcelo Adnet e Fábio Porchat estrearam programas de entrevista e – vá lá, – variedades na televisão. Júlia Rabello estreou atração que se pretende misto entre realidade e ficção. Já no caso de João Gordo foi uma reestreia, de volta à condição de entrevistador em rede televisiva, ele que, nos últimos anos, além de um programa de rádio, seguia comandando o modelo, porém na internet. Tatá Werneck, também humorista, teve tal experiência ao lado de Porchat, sob o simbólico título de “Tudo Pela Audiência”, em que o motivo do deboche era o próprio veículo. Afinal de contas, com toda a ascensão da internet a TV ainda atrai mais espectadores, ao menos em números brutos. Mas eles nem sempre fornecem toda a verdade.

Análise: 80 anos de Rolando Boldrin, herói da memória nacional

“Êta país tão sinfônico
Que é da América, da América do Sul
Êta país biotônico
Que é do Jeca, do Jeca-Tatu” Rolando Boldrin

Rolando Boldrin apresenta o programa "Sr. Brasil"

Rolando Boldrin desmente duas máximas, uma brechtiana e outra tupiniquim. Pela ordem: “Infeliz a nação que precisa de heróis”; e “O Brasil é um país sem memória”. Rolando é o herói da memória nacional. Fácil provar a hipérbole. Contra a invasão de sertanejos pop, ele mantém, há mais de década no ar, pela valente TV Cultura, um programa de música caipira, não só na vestimenta, no sotaque, como, sobretudo, no espírito, na reverência aos ensinamentos dos simples, ao aprendizado empírico daqueles que creem acima de tudo “nos seus cinco sentidos, o testemunho os leve para onde for geralmente eles não têm medo”, para citar, desta vez com razão, mais uma frase do dramaturgo alemão Bertolt Brecht. Isto tudo porque Rolando não faz mais do que dar vazão e espaço a uma terra e, principalmente, a uma gente que ele conhece bem. Neste caso, tecer loas à tradição é provavelmente a maior ousadia de Boldrin.

Análise: 80 anos de Moacyr Franco, do riso ao choro

“Ainda ontem chorei de saudade…
Relendo a carta e sentindo o perfume…
O que fazer com essa dor que me invade?
Mato esse amor ou me mata o ciúme…” Moacyr Franco

O cantor, humorista e autor Moacyr Franco

“Saio da montanha, mas a montanha não sai de mim” é um ditado inventado que poderia facilmente ser atribuído a Moacyr Franco. Embora tenha deixado Ituiutaba, no interior das Minas Gerais, há uns bons tempos, o artista jamais se furtou de carregar certo semblante típico dessas paragens. E isto para quem se especializou em desenvolver mais de uma atividade artística, como se todas formassem os “cinco dedos da mesma mão”, parodiando Jô Soares. Franco surgiu como ator, explodiu como cantor, assentou a carreira de compositor, arriscou-se na apresentação e traçou até passos sérios, como político filiado a diversos partidos. Para as duas condições que mais exercitou, entre a música e a dramaturgia, alcançou sucesso através de características díspares, sendo motivo de riso numa e oferecendo sensações para o choro noutra. Pura arte. Moacyr é contemporâneo da época de ouro do rádio no Brasil, e certamente influenciado por essa vertente levou os ensinamentos aprendidos tanto para a televisão quanto a música. Discípulo do bordão, da marca, da canção narrada.

3 músicas brasileiras para as Olimpíadas

“O homem
É o único animal que joga no bicho.” Murilo Mendes

Moreira, Elis e Trio Irakitan cantam músicas olímpicas

De quatro em quatro anos o mundo volta os olhos para mais um ciclo olímpico, a mais antiga e tradicional disputa envolvendo diversas modalidades esportivas. Em 2016, pela primeira vez na história as Olimpíadas são disputadas no Brasil, com sede na cidade do Rio de Janeiro. Com bom humor e muito ritmo, unindo a inventividade brasileira à sua típica diversidade, elaboramos uma lista com 3 músicas nacionais apropriadas para essas Olimpíadas, pelos mais variados motivos, mas sempre levando em conta alguma alusão, mesmo que simbólica, aos esportes. Abram alas para desfilarem as vozes de Elis Regina, Moreira da Silva, Trio Irakitan e seus respectivos compositores, por certo haverá medalha de ouro, prata e bronze.