Humor: As Empreguetes

“A única coisa que eu sei é que os passarinhos não precisam de escada para subir em nenhum lugar!” Quino

Perguntaram-me o que achava do clipe que só anda rolando (pois proibido nos outros) site da Rede Globo, verdadeira febre sem carnaval, fora de época.  Pois o susto foi grande quando lhes confrontei meu desconhecimento. Facilmente não sou um jornalista bem informado desse país.

Apesar do ledo engano à primeira vista, decidi satisfazer o meu gosto e provar do bolo já raspado por incensados dedos e tatos (e línguas até). Procurei pelo novo fenômeno da teledramaturgia musical brasileira e em poucos minutos estava de frente àquele que me revelaria.

Humor: Dicró

Melô da galinha

Pilantra, sem vergonha, malandro, filho de mãe de santo, o que mais pode ser? No país da cachaça, do samba e do futebol? Só poderia ser Prefeito. Mas opa, um instante, um minuto, peraí, calma, devagar com o andor que o santo é de barro, e muito bem enfeitado. Uma característica não bate, ou quase.

Defensor do povo, mas com um detalhe importantíssimo, sem demagogia, sincero, espontâneo, esbarrando nos rabos de saia das madames, claro, com todo o respeito, apreciando sempre a beleza de um bom prazer.

“Domingo de sol
Adivinha pra onde nós vamos
Aluguei um caminhão
Vou levar a família na praia de Ramos”

Humor: Chico Anysio

Humor

O homem sem rosto definido. De mil rostos, 209 tipos irrestritos. Abrilhantavam o rádio, a TV e o teatro brasileiros com quadros humorísticos ligados umbilicalmente ao povo, que colocava o dedo na ferida da grávida, da parteira, do palanque e do padeiro.

Desde as contribuições sertanejas ao repertório eclético da musa da dor de cotovelo Dolores Duran, até zombarias instantâneas com o vocabulário rebuscado e planador de Caetano Veloso e a turma dos Novos Baianos, Chico Anysio sucedeu na música com o mesmo entusiasmo e clamor popular.