Entrevista: Denise Lopes Leal coloca Shakespeare na rua

“Hei de monumentar os insetos!
(Cristo monumentou a Humildade quando beijou os
pés dos seus discípulos.
São Francisco monumentou as aves.
Vieira, os peixes.
Shakespeare, o Amor, A Dúvida, os tolos.
Charles Chaplin monumentou os vagabundos.)
Com esta mania de grandeza:
Hei de monumentar as pobres coisas do chão mijadas de orvalho.” Manoel de Barros

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Não chega a ser coincidência que a primeira e a recente experiência de Denise Lopes Leal no teatro tenha em comum o “bardo inglês”. Talvez destino. Certo é que esse ciclo se inicia na década de 1990. “Lembro que o primeiro espetáculo que assisti e que mexeu comigo foi o ‘Romeu e Julieta’ do Grupo Galpão, em 91, 92”, constata. Tinha por volta de 6 ou 7 anos, e estava na cidade natal, Sabará, onde ainda mora, no interior das Minas Gerais. “Aquilo ali me tocou de um jeito, que eu queria fazer aquilo. Eu queria fazer o que eles faziam. E eles faziam teatro na rua. Além de ter gostado da apresentação, gostei de ser na rua, para todos”, sublinha. Essa característica democrática Denise trouxe para a mais nova montagem. “Se essa rua fosse minha” conversa com o espaço público, e William Shakespeare, claro.

Entrevista: Coautor de “Elite da Tropa”, Luiz Eduardo Soares lança novo livro

“Trememos com a violência do conflito que está sendo travado dentro de nós, o combate entre o definido e indefinido, a batalha da substância com a sombra. Porém, se a luta chegou a este ponto, lutamos em vão, porque a sombra triunfará.” Edgar Allan Poe

Luiz Eduardo Soares

Os debates programados para o evento “A Política da Psicanálise – Na Era do Direito ao Gozo”, que acontece na capital na sexta-feira (26) e no sábado (27), no Espaço Cultural CentoeQuatro (praça Rui Barbosa, 104, Centro), também abrirão janelas para a cultura.

A presença do cientista político e escritor Luiz Eduardo Soares é um exemplo. Um dos coautores do livro “Elite da Tropa” (que se transformou no sucesso cinematográfico “Tropa de Elite”, de José Padilha) é o mote não apenas para abordar os temas consumo de drogas e violência, mas também para apresentar sua mais recente investida no mercado editorial: “Tudo ou Nada” (Nova Fronteira).

Entrevista: Dóris Monteiro comemora os 80 anos em dó-ré-mi

“E é de você, é pra você, esta canção
É de você que vem a minha inspiração
Você é corpo e alma em forma de canção
Você é muito mais do que, em sonhos, eu já vi
Você é Dó, é Ré Mi Fá, é Sol Lá Si” Fernando César

Doris-Monteiro

No dia 23 de outubro de 2014, uma quinta-feira, Dóris Monteiro reuniu os amigos e familiares e comemorou o aniversário de 80 anos com “uma festa bonita e animada, um jantar, com muita alegria, foi ótimo”. Cantora de sucessos como “Mocinho Bonito” (de Billy Blanco), “Mudando de Conversa”, (de Maurício Tapajós e Hermínio Bello de Carvalho), “Dó-ré-mi” (de Fernando César), e vários outros, Dóris se apresentou recentemente em Belo Horizonte, em agosto do ano passado, através do projeto “Salve Rainhas”, idealizado por Pedrinho Madeira, mas não mantém uma agenda frequente de shows, atendendo a convites esporádicos. “Quando canto e o público me aplaude eu fico nas nuvens, fico eufórica. Minha vida se transforma. Independente dos problemas que tenha, ao entrar no palco eu flutuo. A energia do público faz você cantar”, declara emocionada. Natural do Rio de Janeiro, onde ainda mora, Adelina Dóris Monteiro logo adotou os sobrenomes como alcunha artística.

Mas não pense você que Dóris não dá seus palpites no atual cenário da música brasileira. Sempre atenta, ela destila uma fina e mordaz ironia. “Outro dia levei meu cachorro ao Pet Shop e tocava uma música. Perguntei: ‘que cantora é essa?’. E me responderam que era o Michel Teló. Olha que fora que eu levei! Não escuto esse rapaz, só escuto coisas que eu gosto. Quando aparece uma dupla sertaneja na televisão já mudo de canal. É um direito que eu tenho. As pessoas geralmente não admitem que os artistas tenham suas preferências, nos impõe esse castigo. Por isso, quando essas pessoas me perguntam, eu sempre digo que gosto, mas nunca sei quem é”, confessa. Dóris deflagra, com a própria história, a falta de personalidade das atuais vozes. “Quando eu apareci, minha voz era diferente de tudo. Hoje em dia estão todas iguais, todas as cantoras. A não ser uma Leny de Andrade, a Leila Pinheiro, que são excelentes cantoras, mas já não pertencem a essa juventude”, conclui.

Entrevista: O Balanço Diferente de Mario Broder

“‘Tome conta do sentido, e os sons tomarão conta de si mesmos’.” Lewis Carroll

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Mario Broder tem o seu trabalho reconhecido como cantor principalmente pelo desempenho à frente do grupo “Farofa Carioca”, mas ele também é ator – interpretou o sambista célebre Wilson Batista na cinebiografia de Noel Rosa dirigida por Ricardo van Steen em 2006 (“Noel – Poeta da Vila”) – e compositor. Lançou, em 2013, o primeiro trabalho solo, “Balanço Diferente”, já disponibilizado no iTunes, em que assina algumas das faixas, como “Navegar”, ao lado de Sandro Márcio, e “Operária brasileira”, cuja parceira é ninguém menos que Elza Soares, que também canta na faixa. “O disco acabou de entrar nos Estados Unidos pelo iTunes”, celebra Mario, que revela o incentivo decisivo do produtor Eduardo Chermont para a concretização do álbum. “Ele foi bastante incisivo ao dizer que estas composições já deveriam ter saído da gaveta há bastante tempo”, orgulha-se.

Composto por onze faixas, o disco de Mario Broder transita por ritmos consagrados e contemporâneos, com a utilização de música eletrônica e instrumentos tradicionais do samba. A alternativa em lançar o trabalho prioritariamente pela plataforma virtual o faz analisar o atual cenário da cultura brasileira. “Eu acredito que seja a grande virada dos artistas que deixaram de depender única e exclusivamente das gravadoras”, analisa, não sem antes considerar esta uma época “bem democrática, com muita gente lançando EP´s e discos na internet”, sublinha. Sobre as suas preferências e o que vê de novo e interessante na atualidade, o entrevistado é enfático. “Muito me interesso pelos artistas independentes, o cenário do Rap nacional está muito estruturado e com bons representantes. No nordeste, por exemplo, tem o Rapadura, que na sua maneira de rimar usa o repente como base. Gosto muito!”, enaltece.

Entrevista: O Carnaval Melancólico de Rogério Skylab

“O pequeno crocodilo
Enfeita a lustrosa cauda,
Despeja as águas do Nilo
Sobre as escamas douradas!

Com que deleite arreganha-se
E calmo desdobra as garras,
Chama os peixes às entranhas
Da sorridente bocarra!” Lewis Carroll

rogerio-skylab-entrevista

“Eu dava pra Rogéria”, encerra o cantor, músico, escritor e entusiasta das travestis Rogério Skylab, um dos mais provocativos e indefiníveis sujeitos dentro da música brasileira, ou fora dela. “sou um sobrevivente. Todavia, me defino como um cadáver dentro da MPB”, afirma paradoxal em texto de caráter biográfico publicado no site oficial. Embora fuja de definições e aplauda “Qualquer tentativa de eliminação do discurso”, Skylab é, sobretudo, um artista conceitual. E se esbalda com perspicácia na hora de teorizar suas incursões. No mais recente trabalho “Melancolia e Carnaval”, segundo da trilogia iniciada com “Abismo e Carnaval”, que já prenuncia os desdobramentos da obsessão por séries, o entrevistado, outra vez, já que não assusta, desta vez surpreende. “Eu sou um tipo de compositor que sempre vai buscar caminhos ainda não explorados. Isto é, inexplorados ainda por mim. Se você der uma examinada no conjunto do meu trabalho, vai chegar a essa conclusão”, garante.

Bem mais lírico e palatável que vários trabalhos da carreira de Skylab, e com a participação da Velha Guarda da Mangueira, Rômulo Fróes e Jards Macalé, o compositor costura e destrincha os caminhos que o levaram até esse disco. “A concepção dessa trilogia dos carnavais é o mergulho no coração da MPB, com uma espécie de linguagem muito própria a esse estilo. Ao mesmo tempo, eu dou andamento a um trabalho experimental que comecei com ‘Rogerio Skylab e Orquestra Zé Felipe’, e que deve redundar num novo disco. Por outro lado, tem o projeto ‘SKYGIRLS’, ligado ao eletrônico e que bebe na fonte de bandas como ‘Stereolab’. E tem a série dos Skylabs, que é um som com o qual eu fui mais reconhecido em função também dos dez discos lançados dessa série, um deles inclusive ganhou o Prêmio Claro de Música Independente, o SKYLAB V”, demarca. Além das já citadas participações, o álbum também conta com release de peso, escrito por um dos ídolos de Skylab, a lenda Fausto Fawcett.

Entrevista: O Universo Cabeludo de Carlos Careqa

“Comecei a sentir minha miséria no catre sobre o chão, escutando a música, minha miséria, é por isso que eu quero cantar.” Allen Ginsberg

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Rogério Skylab esquece de perguntar o assassino de Carlos Careqa em sua canção “Eu Quero Saber Quem Matou”, mas Cida Moreira, Arrigo Barnabé, Itamar Assumpção e Tetê Espíndola não deixaram de prestigiá-lo em seu CD de estreia, “Os Homens São Todos Iguais”, em 1993, com sugestiva capa recheada de ironia, e eis aí bom indício de por onde trafega o compositor, ainda que afirme em seu terceiro disco: “Não Sou Filho De Ninguém”, lançado em 2004. Dez anos depois contabiliza dez títulos na discografia, além de participações e trabalho como produtor. Muito longe desses números, ao acaso, redondos, Carlos traça seu caminho na inventividade. “O mercado não quer um cara rebelde como eu. Não quero ficar cantando a mesma música a vida toda”, afirma.

Nascido em Lauro Muller, interior de Santa Catarina, o intérprete mudou para Curitiba aos cinco anos, e lá se formou como artista frequentando grupos de teatro e participando de campanhas publicitárias. Sobre a importância da arte dramática em seu processo de composição musical, define: “Importância Suprema. Tudo é cena. E a todo o momento tenho que prestar atenção no que está acontecendo, e isto vai virando música”. Já a possível “escolha” por uma carreira pautada no mercado independente é rechaçada. “Eu não optei. As coisas foram acontecendo. Tenho ideias, e assim vou caminhando. A música independente é isto, sem amarras, sem gente mandando. Faço o que quero, o que me der na telha. Não faço música experimental. Acho que eu faço coisas bem palatáveis, mas sou independente por que a vida me quis assim”.

Entrevista: A independente Selmma Carvalho lança festa própria

“ao ruído do rufar dos tambores, para devorar resíduos
para a festa de um usuário a fim de mudar o
valor de uma moeda” Ezra Pound

Selmma Carvalho foto Miguel Aun 4

Desde que foi indicada ao Prêmio Sharp na categoria “cantora revelação”, em 1997, muita coisa rolou na trajetória de Selmma Carvalho. Acompanhada, à ocasião, pelo amigo, jornalista, compositor e conterrâneo Ezequiel Neves – conhecido, sobretudo, pelas parcerias com Cazuza – a entrevistada lançara um ano antes o seu primeiro disco. Natural de Nova Lima, região metropolitana de Belo Horizonte, hoje ela celebra o lançamento e os shows de “Minha Festa” no tom apropriado. “Um ano após a gravação do meu terceiro CD, ‘O que será que está na moda?’, eu já pensava no próximo, mas não sabia ao certo o que queria”, confessa. No repertório, além de quatro canções autorais, uma novidade na carreira, figuram composições de Samuel Rosa, Nelson Cavaquinho e parcerias com Sérgio Moreira, Vander Lee e Paulo Santos.

“Quando resolvi gravar, tinha somente umas quatro canções em mente e algumas composições próprias ainda por terminar. Por isso mesmo, a maior parte do repertório foi definida ao longo do processo de gravação”, contorna Selmma, que faz questão de ressaltar a importância do produtor Rogério Delayon. “Conversamos muito sobre sonoridades, timbres, músicos convidados, vocais, participações especiais. Construímos aos poucos, experimentando instrumentos e ouvindo os resultados. Com certeza, a etapa mais demorada de todo o processo.”, afirma. Entre os participantes estão Chico César, Sérgio Pererê e Fred Martins. Com mais um CD lançado de forma independente, Selmma pretende seguir nesse caminho. “Sou independente desde o primeiro CD, portanto nem penso em procurar uma gravadora, somente meu segundo álbum tem o selo da CPCUMES, de São Paulo”.

Entrevista: O poder do talento e do temperamento de Claudya

“E é o meu canto o fruto dessa espera.
Canto como quem risca a pedra. Te celebro
Na mais alta metamorfose da minha época.
Não cantarei em vão.” Hilda Hilst

claudya-cantora

Claudya agora assina o nome com “Y” e apesar do detalhe e da mudança no lugar do “I”, muitos ainda a reconhecem ao menor assobio. Dona de uma das belas e singulares vozes da música popular brasileira, a cantora contabiliza 19 títulos na discografia, sendo que o mais recente álbum foi lançado em 2011, “Senhor do Tempo – Canções Raras de Caetano Veloso”, parceria da gravadora Joia Moderna com a Tratore. “É sempre relevante gravar Caetano, pelo que representa como autor, e para a música popular”. A entrevistada afiança que a ideia partiu do produtor Thiago Marques Luiz e do DJ Zé Pedro. Por hora os que quiserem conferir mais novidades de Claudya terão que ir a seus shows. “Não pretendo gravar por enquanto. Tenho inúmeras músicas autorais, inéditas, mas estou esperando o momento certo”, adianta.

E o momento, para tristeza dos fãs da cantora, não parece estar próximo. Claudya esclarece seus pontos. “Infelizmente a música brasileira está nivelada por baixo. Não temos mais as grandes referências que tínhamos no passado. Vivemos outros tempos”, lamenta e endossa discurso proferido, há poucas semanas, pela também cantora Mônica Salmaso, rebatida pelo mais recente homenageado de Claudya, Caetano Veloso, que diz celebrar “a invasão do litoral pelo sertanejo, baile funk e axé music”, sendo o último seu “favorito”. Mas Claudya apresenta os seus argumentos. “Tempos esses em que se valoriza o descartável, o abominável, o banal, bem diferente dos nossos tempos de ouro em que o artista e a música eram sagrados, em que era preciso ter talento e conteúdo”, sublinha. Para ela, as épocas são diferentes e antagonizam.

Entrevista: Zezé Motta costura as linhas de atriz e cantora

“Ao fim de alguns dias, habituado a seus lábios, não pensava em outras delícias.” Raymond Radiguet

Zeze Motta - Credito rogerio ehrlich

Num banquete oferecido pelo produtor Guilherme Araújo, todos se sentaram à mesa para reverenciá-la. Entre os presentes estavam autoridades da música como Caetano Veloso, Rita Lee, Moraes Moreira, Luiz Melodia, e outros. Algumas ausências sentidas como as de Chico Buarque e Francis Hime, mas nada que atrapalhasse o espetáculo. Essa história bem poderia ser a de Xica da Silva, mas é a de Zezé. “No começo incomodava um pouco, porque sonhava em imprimir meu nome na mídia: ‘Zezé Motta’. Mas depois percebi que ela era uma ótima madrinha!”, afirma, com a sonora gargalhada, ao relembrar os preparativos para o lançamento do seu primeiro LP e também o sucesso nas telas de cinema que a acompanha até hoje. “Ainda tem gente na rua que me chama de ‘Xica’”, confessa com o humor que é característico.

Hoje aos 70 anos, completados no último dia 27 de junho, Zezé Motta faz planos tanto para a carreira de atriz quanto para a de cantora. Em agosto retorna às novelas da Rede Globo, afastada desde “Sinhá Moça”, de 2006, em “Boogie Oogie”, nova atração do horário das 18h, onde viverá a empregada Sebastiana. Já em relação aos palcos, mantém certo mistério, mas continua dando voz a sucessos da carreira e em especial da seara do samba, deixando no ar um projeto inscrito na lei de incentivo à cultura em busca de patrocínio e gravadora. No último álbum lançado por Zezé, “Negra Melodia”, em 2011, pela gravadora Joia Moderna, do DJ Zé Pedro, a artista cantou músicas de Jards Macalé e Luiz Melodia, e o processo de decisão por este repertório rendeu boas histórias e ótimas risadas, como de costume na trajetória de Zezé Motta.

Entrevista: Marcos Paiva & a Era de Ouro da Música Instrumental

“Contar a alegria das duas irmãs ao se reconhecerem e jogarem uma nos braços da outra exigiria o acompanhamento de um muito afinado instrumento musical, encordoado com as próprias fibras de corações amorosos: com certeza, após tantas aventuras, mereciam a felicidade, que é muda.” Mallarmé

Marcos-Paiva

Quem tem parceiros como Bibi Ferreira, Cauby Peixoto e Maria Alcina não pode reclamar da sorte. E muito menos de tocar o repertório de Pixinguinha, Edison Machado e Lupicínio Rodrigues. E Marcos não o faz, pelo contrário, acrescenta números autorais e transita com a mesma eficiência pela música instrumental e cantada. Os elogios de público e crítica não são por acaso. Nascido em Viçosa, interior de Minas Gerais, pretende, para 2014, andar cada vez mais com pernas próprias, sem dispensar as companhias ilustres. “Abri minha empresa recentemente, a ‘MP6 Arte e Sons’, para poder encampar as várias ideias que tenho. Estamos trabalhando para lançar neste segundo semestre o disco ‘Choroso Vol.1’ e mais dois livros de música: o ‘Songbook Choroso Vol.1’ e o livro ‘O Contrabaixo na Roda de Choro’ com 40 chorinhos adaptados para meu instrumento. Está tudo caminhando bem. Vamos ver”, diz.

Com três álbuns na carreira, o primeiro lançado em 2007, “Regra de Três”, ao lado de Bob Wyatt e Lupa Santiago, de repertório instrumental, o segundo no mesmo ano, “São Mateus”, e o terceiro em 2011, “Meu Samba No Prato”, em que homenageia o baterista Edison Machado, Marcos avisa ao público mineiro a possibilidade de conferir os números de perto. “Quanto a Belo Horizonte, estarei aí no ‘Savassi Festival’ no dia 24 de agosto. Bruno Golgher nos convidou, e é sempre um prazer participar dessa festa musical”, elogia e logo destrincha parte da nova agenda. “Estaremos no ‘Painel Musical’ de Tatuí, interior de São Paulo, no dia 25 de julho. E lançarei um projeto em duo com o acordeonista Cleber Silveira. Tem coisas pré-agendadas, mas que infelizmente não posso adiantar agora”, confessa. E como pra música boa esmola pouca é bobagem Marcos também presta tributo aos 40 anos da falta de Pixinguinha.