POP-PÓS-ART (COM TOQUES DE SURREALISMO): A NOVA (PÓS) ARTE DA COLAGEM

“Mas é que eu não sabia que se pode tudo!” Clarice Lispector

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Pop-pós-art não é um movimento, nem alistamento, nem chamada. Até porque essas degenerações já estão passadas. Pop-pós-art pode ser entendida como um novo gênero, ou pra ficar mais bonito ainda, nova arte da colagem.
Sua influenciadora, a pop-art criava leituras novas através da imagem de ícones populares. A pop-pós-art não descarta nem limita populares, eruditos ou celebridades. Cria leituras e imagens novas a partir de frases, citações, textos, poemas, figuras, figurinhas e figurões pop e cult.
A matéria prima do processo é a colagem, que redimensiona o material ao deslocá-lo de seu lugar de origem, criando assim um novo (ou novos) significado (s) para ele.
A idéia da crítica depende do estilo do autor, podendo ser cínica ou feroz. Dessa forma, a utilização das colagens funciona não apenas como crítica àquele que está sendo referido, mas também como homenagem, e mais ainda, como explicitação das referências do autor, mostrando de onde partiu a idéia daquela sentença. (conferindo teor confessional ao gênero)

Centenários 2015: Orson Welles foi imenso na briga contra a indústria

“[O cinema] É o maior trem elétrico que um menino já teve.” Orson Welles

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O próprio Orson Welles admitia ser conhecido por apenas um sucesso. “Estava na Itália e um italiano me perguntou, em italiano, porque não tinha feito mais nenhum filme depois de ‘Cidadão Kane’”, relata. Embora tenha atuado até 1985 e dirigido até 1974, não é de todo espantoso que a produção de estreia nos cinemas, lançada em 1941, siga como o estigma do diretor. O impacto da produção permanece até hoje: pela técnica apurada, a ousadia na narrativa e a maneira incisiva com que descasca um dos temas mais delicados para a sociedade norte-americana. Baseado na vida do milionário William Randolph Hearst, ‘Cidadão Kane’ custou caro a Welles, sempre incluído na lista dos melhores filmes de todos os tempos, mas também responsável pelo acirramento da briga do diretor com a indústria cinematográfica.

Conhecido pela rebeldia, Orson apareceu pela primeira vez para os holofotes numa transmissão radiofônica, ao simular uma invasão alienígena nos Estados Unidos a partir da leitura dramatizada de “A Guerra dos Mundos”, do escritor britânico H. G. Wells. Evidentemente acrescentou seu humor ao texto com pitadas de ironia. No Brasil, o “cineasta marginal” Rogério Sganzerla não se conformava com a tentativa frustrada de Welles filmar no país o documentário “É Tudo Verdade”, que procurava desmistificar uma imagem folclórica para o exterior, mas que desagradou a ditadura militar instaurada à época e teve o projeto abortado. A partir dessas impossibilidades, da falta e incapacidade brasileira no mundo do cinema, do social e da política, Sganzerla fundou sua obra. A trajetória de Roberto Marinho, dono da Rede Globo, também foi contada e censurada no Brasil, em documentário intitulado “Além do Cidadão Kane”, e que se referia à ligação de Marinho com os órgãos da ditadura militar.

Análise: Antônio Abujamra foi de canastrão a astro provocador

“Se têm a verdade, guardem-a!
Sou um técnico, mas tenho técnica só dentro da
técnica.
Fora disso sou doido, com todo o direito a sê-lo.
Com todo o direito a sê-lo, ouviram?” Fernando Pessoa [Álvaro de Campos]

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Antônio Abujamra era um canastrão. É o que “corria à boca pequena em Porto Alegre”, revela Paulo César Peréio na entrevista ao “Provocações”, programa que Abujamra conduziu por mais de 14 anos na TV Cultura. A figura imponente e segura, o tom grave e dramático, emprestado das tragédias gregas (“Ai de mim, essa palavra deveria ser dita por uma Medéia”, dizia na abertura), a recusa ao pedantismo e ao mesmo tempo da modéstia são adjetivos e observações que não dão conta do tamanho da importância de Antônio Abujamra para a cultura e a arte no Brasil. Talvez por isso a comparação seja um meio mais efetivo no esforço de analisa-lo, de defini-lo: em termos de qualidade a associação é a Pelé no esporte. O que também dá a dimensão da diferença de tratamento a essas duas esferas. Pegando-se emprestada outra provocação de seu amigo Peréio, pode-se dizer que, assim como Paulo César, Abujamra não era “um ator característico, mas essencial, aliás eu não tenho nenhum caráter”, concluía.

A Escolha de Sofia: Alguém tem que ceder

“A lua foi ao cinema,
passava um filme engraçado,
a história de uma estrela
que não tinha namorado.” Paulo Leminski

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A quatro meses das convenções partidárias, o PT vive em Minas Gerais situação parecida com a que seu rival histórico, o PSDB, vive no plano nacional. E o problema começou justamente quando integrantes do partido resolveram deixar a rivalidade de lado e uniram-se ao PSDB para levantar a bandeira branca de Márcio Lacerda, mais ou menos como se Cruzeiro e Atlético se unissem para torcer juntos pelo América.

Agora, a estrela vermelha está mais rachada do que nunca em Minas, e a briga é para ver quem consegue juntar mais pedaços, pois se uma estrela tem cinco pontas e a disputa está dividida em dois dentro do partido, a matemática prova que alguém há de sair perdendo.

Liberdade e intolerância na internet

“Ele é um cidadão livre e seguro da Terra, pois está atado a uma corrente suficientemente longa para dar-lhe livre acesso a todos os espaços terrenos e, no entanto, longa apenas para que nada seja capaz de arrancá-lo dos limites da Terra. Mas é, ao mesmo tempo, também um cidadão livre e seguro do céu, uma vez que está igualmente atado a uma corrente celeste calculada de maneira semelhante. Assim, se quer descer à Terra, a coleira do céu o enforca; se quer subir ao céu, enforca-o a coleira da Terra. A despeito de tudo, tem todas as possibilidades e as sente, recusando-se mesmo a atribuir o que acontece a um erro cometido no primeiro ato de acorrentar.” Franz Kafka

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Sim, Chuck Berry fields forever, mas rock não é mais nosso tempo, como o ex-ministro e eterno tropicalista Gilberto Gil cantou. A rumba, o mambo, o samba e o rhythm ´n´blues são filhos de Xangô, mas e o pai do nosso virtual tempo? Será que já chegou? A internet, um dos suportes mais utilizados pelo virtual promove em certa escala uma inversão, na medida em que altera a relação entre produtor e consumidor, colocando-os numa disposição anárquica em referência à produção e escolha de conteúdo. Isso em parte, pois os filtros desses mecanismos ainda são controlados pelos mesmos, mas não apenas por eles, e essa é a grande novidade da internet, mais gente envolvida na produção e na recepção de conteúdo.

A internet não destrói os nichos geográficos e sociais construídos no território físico pelo homem, nem deixa de construir novos deles, posto que é notório que esse tal ser humano, em via de regra, sempre se sentiu mais confortável quando posto em contato com seu semelhante. O diferente tende a gerar um certo desconforto e desemboca algumas vezes pro que se costuma chamar de preconceito e discriminação. Assim sendo, têm-se uma coletividade individualista, ou um individualismo coletivo, gerado não pela internet, mas pelo homem desde que se viu como gente. É difícil determinar se a internet contribuiu para uma maior individualidade ou não, posto que estabelece-se um paradoxo a partir do momento que ela se propõe a e permite uma grande interação entre os agentes participantes, além de vasta diversidade de estética e conteúdo.

10 anos da morte de um dos maiores atores do cinema

“Foi então que vi Brando. Um metro e oitenta, cabeça grande como a do maior Buda, lá estava ele, em cores de gibi, (…) com um sorriso sereno no rosto que brilhava na chuva e na luz da rua. Uma divindade, sem dúvida; mais do que isso, porém, realmente. Apenas um rapaz sentado num monte de açúcar.” Truman Capote

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No dia primeiro de julho de 2004, há 10 anos, morria Marlon Brando, um dos maiores atores da história do cinema. Mesmo quem nunca viu nenhum filme protagonizado pelo astro certamente já ouviu falar nesse nome. Associado tanto a sucessos quanto a tragédias particulares, Marlon Brando foi descrito por muitos como “um artista brilhante” e “uma pessoa detestável”. Ele mesmo se assumia péssimo pai. Alguns fatos reforçam a tese de Brando. O filho foi preso por matar o cunhado e a filha suicidou.

5 Filmes Inesquecíveis de Robin Williams

“Fazer reviver seu personagem juvenil e esforçar-se para, confundindo-se com ele, substituí-lo pelo que é no presente. É a mim mesmo que vejo nessa comédia do chefe, meu futuro.” Milan Kundera

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Robin Williams foi um dos atores mais celebrados na indústria do entretenimento cinematográfico norte-americano. Múltiplo, atuou tanto em comédias escrachadas, quanto românticas, infantis e até desenhos animados. Também deu a sua contribuição para as películas dramáticas, tendo arrebatado o Oscar de melhor ator coadjuvante por sua atuação em “Gênio Indomável”. Listamos abaixo 5 filmes marcantes da vasta carreira de sucessos de Robin Williams, falecido neste dia 11 de agosto de 2014, aos 63 anos.

5 personagens inesquecíveis de José Wilker

“ALEGRIA, compassa um círculo e diz: aqui o tempo é meu.
ALEGRIA, o personagem que não larga o seu instrumento um só momento.” Wally Salomão

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1- Roque Santeiro: na novela de Dias Gomes o ator cearense Zé Wilker, natural de Juazeiro do Norte, vivia o seu protagonista mais marcante na teledramaturgia brasileira, muito em razão dos companheiros que tinha em volta. Ele dividia quadros hilários com Lima Duarte, o Sinhozinho Malta e Regina Duarte, a Viúva Porcina.

2- Vadinho: na primeira adaptação cinematográfica de “Dona Flor e Seus Dois Maridos”, um dos maiores sucessos do baiano Jorge Amado, Wilker dá vida ao malandro Vadinho, um mulherengo incorrigível para quem nem a morte é o limite. Contracenando com Sônia Braga e Mauro Mendonça, a cena em que o fantasma do ator caminha nu ao lado dos dois tornou-se uma das mais marcantes do nosso cinema.

8 filmes inesquecíveis de Sophia Loren

“com freqüência é levantada a cortina e deixa-se entrar a luz crua, no preciso instante em que a deusa está fruindo a penumbra e as cores baças” Nietzsche

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A atriz italiana Sophia Loren completou no último dia 20 de setembro, 80 anos. Diva da sensualidade e de filmes icônicos, Sophia está para sempre na história do cinema como um de seus mitos mais indecifráveis e permanentes. Nascida em Roma, ela permanece em atividade no cinema e na televisão. Para comemorar a data, elegemos 8 filmes marcantes protagonizados por Loren.

8 filmes inesquecíveis de Brigitte Bardot

“A saudade
É Brigitte Bardot
Acenando com a mão
Num filme muito antigo” Zeca Baleiro

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Brigitte Bardot completou 80 anos no último dia 28 de setembro. A atriz francesa foi considerada símbolo sexual das décadas de 1950 e 1960, e abandou a carreira em 1973 para se dedicar aos direitos dos animais. Afastada da vida pública já foi cantada em música por Caetano Veloso, Tom Zé, Jorge Veiga, Zeca Baleiro, o grupo teatral “Asdrúbal Trouxe o Trombone”, e é famosa a sua estátua localizada na cidade de Búzios, interior do Rio de Janeiro, onde passou temporada. Listamos abaixo 8 filmes inesquecíveis de sua trajetória.