Hit pra toda vida: 10 artistas marcados por 1 único sucesso

“acabo como começo
canções de fracasso
não fazem mais sucesso” Paulo Leminski

Por vezes a força de uma canção é tanta que ela é suficiente para impulsionar toda uma carreira e chega, inclusive, a acoplar-se ao nome do intérprete. No Brasil, não são raros os compositores que ficaram marcados por um único sucesso. Motivo de orgulho para a maioria, alguns chegam a renegar o fruto da fama e recusam-se a cantar pela nonagésima vez “a mais pedida” nos shows. Mas, via de regra, ela permanece no coração dos fãs mesmo após vários anos.

10 pérolas musicais de Sidney Miller

“O amor que atenua
O tiro no peito e o sangue na rua
A fome, a doença, não sei mais por que
Que noite, que lua, meu bem, pra quê?” Sidney Miller

Comparado a Chico Buarque no início da carreira, o carioca Sidney Miller é, nos dias atuais, um nome bem menos reconhecido do que seu conterrâneo e contemporâneo. Mas o motivo para os elogios eram justos, tanto que, em 1967, a cantora Nara Leão selecionou quatro canções de Chico e cinco de Miller para compor o álbum “Vento de Maio”. A timidez do compositor falecido aos 35 anos, há quase quatro décadas, é hoje apenas lembrança para os mais próximos. Já a acuidade das letras embebidas em poesia permanece ao dispor de todos.

10 filmes marcantes com Meryl Streep

“Já fui loura, já fui morena,/já fui Margarida e Beatriz.
Já fui Maria e Madalena./Só não pude ser como quis.
Que mal faz, esta cor fingida/do meu cabelo, e do meu rosto,
se tudo é tinta: o mundo, a vida,/o contentamento, o desgosto?” Cecília Meireles

Meryl Streep é recordista de indicações ao Oscar

Recordista de indicações ao Oscar nas categorias ligadas à atuação, Meryl Streep volta a concorrer em 2018 por seu papel em “The Post: A Guerra Secreta do Jornalismo” e, com isto, passa a ter o nome incensado na Academia pela 21ª vez. Editor-chefe do site “Papo de Cinema”, o crítico de cinema Robledo Milani garante que “quem contesta essas indicações é porque não conhece o trabalho dela”. Aos 68 anos, a atriz acumula mais de 70 longa-metragens no currículo.

“O que mais me chama a atenção é a capacidade dela de não se mostrar Meryl Streep. Cada personagem é um mergulho naquele personagem e uma vontade de desaparecer para dar vazão a uma outra vida. Ela não repete maneirismos, consegue sublimar a persona, o que é também uma demonstração de humildade”, afiança Milani. O crítico elege os momentos mais marcantes da trajetória da atriz norte-americana.

Análise: Musa, Tônia Carrero preferiu os palcos de teatro

“É isso mesmo! Exatamente! Dar vida a seres vivos, mais vivos que aqueles que respiram e vestem roupas! Menos reais, talvez, porém mais verdadeiros.” Luigi Pirandello

Tônia Carrero faleceu aos 95 anos de idade
Paulo Autran dizia que ela sofria preconceitos pela aparência. O fato de ter sido considerada uma das atrizes brasileiras mais bonitas de todos os tempos pesou, no início da carreira, tanto contra quanto a favor de Tônia Carrero. Como quem abre portas, a primeira impressão provocava, de cara, um encantamento. No entanto, por algum período ela foi questionada quanto ao talento. Autran, justamente o companheiro mais longevo nos palcos de teatro, denunciava a discriminação no meio artístico em relação à possibilidade de conjugar inteligência, sensibilidade e beleza. É compreensível que todas essas qualidades numa só pessoa cheguem a incomodar em um meio tão pautado pela vaidade. Aliás, para Tônia a palavra de ordem era quase seu antônimo: humildade. Engraçado que poucas vezes ela tenha se apagado para dar vazão a uma personagem. Tônia foi uma atriz personalista, e que invocava um estilo.

10 maiores vendedores de discos do Brasil

“Obras, satisfações, glórias, tudo se esvai e se esbate. Pelos trinta anos, a gente que se julgava Shakespeare, está crente que não passa de um ‘Mal das Vinhas’ qualquer; tenazmente, porém, ficamos a viver, esperando, esperando… o quê? O imprevisto, o que pode acontecer amanhã ou depois. Esperando os milagres do tempo e olhando o céu vazio de Deus ou Deuses, mas sempre olhando para ele, como o filósofo Guyau.” Lima Barreto

Rita Lee é mulher que mais vendeu discos no Brasil

Corria o ano de 1982 quando uma invenção abalou as estruturas do mercado musical com promessas de revolução. Na mesma data, Belo Horizonte ganhava uma loja de discos que, a princípio, só comercializava compactos, fitas-cassetes e vinis, já que o tal CD ainda demoraria cinco anos para chegar ao Brasil, mas só se estabeleceria a partir de 1995. Crises de diferentes níveis não impediram Halina Souza de, ao lado do irmão, permanecer à frente da Discoplay: Discos Raros, localizada na rua dos Tupis desde o nascimento. Atualmente o foco da empreitada é justamente o CD, com espaço para o DVD.

10 discos mais vendidos no Brasil

“A arte é longa e a vida é curta, e devemos ser pacientes, ao mesmo tempo que tentamos vender caro nossas vidas.” Van Gogh

Marília Mendonça é recordista em vendagem de discos

A matemática é simples: os discos físicos sofreram uma queda de 43% em relação ao ano anterior, enquanto as plataformas digitais tiveram aumento de 52%. Os dados divulgados pela associação que representa as principais gravadoras do país, conhecida como Pró-Música Brasil, vieram à tona no final de 2017, e analisam números de 2015 e 2016. “Sim, dona lógica, a alma também precisa de um pouco de ar” é uma frase do poeta Mario Quintana que talvez explique porque em arte, às vezes, “dois e dois são cinco”, versos de Caetano Veloso feitos para o rei Roberto Carlos cantar nos idos anos de 1971.

Afinal de contas, apesar de todos os avanços na tecnologia para baixar e consumir música sem precisar do aparelho ou suporte físico, artistas de diferentes estilos e adesão junto ao mercado fonográfico continuam lançando trabalhos ainda através de CD, LP, DVD e afins. A constatação engloba tanto uma geração que se acostumou a isso, casos de Martinho da Vila, Maria Bethânia, Gal Costa, Chico Buarque e outros, quanto os representantes mais estourados no mercado pop, cuja velocidade de rotação é cada vez mais acelerada. Isso sem mencionar os ilustres desconhecidos da brava seara independente.

10 sambas para a Estação Primeira de Mangueira

“Todo o tempo que eu viver, só me fascina você, Mangueira
Guerreei na juventude, fiz por você o que pude, Mangueira
Continuam nossas lutas, podam-se os galhos, colhem-se as frutas
E outra vez se semeia, e no fim desse labor, surge outro compositor
Com o mesmo sangue na veia” Cartola

Cartola fundou a escola de samba Mangueira

Uma das mais antigas escolas de samba do país, a Estação Primeira de Mangueira é, certamente, a que mais recebeu canções em sua homenagem na música brasileira, e também das mais vencedoras na história do Carnaval no Rio. Fundada em 28 de abril de 1928, a agremiação comemora 90 anos em 2018 e tem, entre os seus criadores, alguns dos sambistas mais respeitados de todos os tempos, como Cartola e Carlos Cachaça, sem falar em nomes ilustres que passaram a participar de suas atividades posteriormente, casos de Nelson Cavaquinho, Chico Buarque, Beth Carvalho, Jamelão, Nelson Sargento, Alcione, Maria Bethânia e tantos outros. Como diriam bambas: e lá vai fumaça!

Centenários 2018: Jacob do Bandolim mudou panorama do instrumento

“Não, arco nenhum há que morda/Meu coração, fiel instrumento,
E faça mais regiamente/Cantar sua mais vibrante corda,
Que tua voz, gato misterioso,/Gato seráfico e estranho,
Em quem tudo é, como em anjo,/Tão sutil, tão harmonioso!” Charles Baudelaire

Jacob do Bandolim é autor de clássicos do choro

A última letra do primeiro nome, embora muda, já prenunciava o início musical do instrumento que ele iria tocar. Hoje, ainda se fala no seu bandolim. Há exatamente 100 anos nascia Jacob Pick Bittencourt, conhecido como Jacob do Bandolim. “Jacob toca Jacob, os outros tocam bandolim”, definiu o arranjador Radamés Gnatalli. Discípulo de Ernesto Nazareth e Pixinguinha, Jacob é, segundo o coro de entendedores do gênero como Sérgio Cabral e Henrique Cazes, “o maior instrumentista que o Brasil já teve”. Suas músicas foram gravadas por Ademilde Fonseca, Elizeth Cardoso, Zimbo Trio e outros artistas de peso. A fim de comemorar a importância da data, o músico Hamilton de Holanda prepara, para o segundo semestre, um box com seis álbuns contendo apenas canções de Jacob.

Na mesma esteira, o conjunto Época de Ouro, idealizado pelo mestre do bandolim, retoma suas atividades em nova formação, agora com a presença do violonista João Camarero. O último disco do grupo foi lançado em 2010. Para completar as festividades, o Instituto Jacob do Bandolim colocou na rede um site dedicado ao compositor (http://www.jacob100.com.br) e planeja realizar oficinas e shows para saudar Jacob. Partituras, fotos e áudios já estão disponíveis no endereço eletrônico. Ao todo, o filho de pai capixaba e mãe polonesa judia criado no bairro de Jacarapeguá, no Rio de Janeiro, lançou 12 discos, participou em outros três, recebeu 11 tributos e 17 coletâneas, além de gravar 53 compactos de 78 rotações entre 1947 e 1969, quando faleceu aos 51 anos, vítima de problemas cardíacos.

4 Sucessos de João Roberto Kelly

“Eu passo as minhas horas a brincar com palavras.
Brinco de carnaval.
Hoje amarrei no rosto das palavras minha máscara.
Faço o que posso.” Manoel de Barros

João Roberto Kelly é autor de marchinhas de sucesso

Gravado por Elis Regina, Elza Soares, Cauby Peixoto, Ademilde Fonseca, Angela Maria, Emílio Santiago, Dalva de Oliveira e Agnaldo Timóteo (numa rara parceria com o poeta J. G. de Araújo Jorge), ele se orgulha, principalmente, de “ser cantado pelo povo”. Prestes a completar 80 anos no próximo dia 24 de junho, o geminiano João Roberto Kelly segue compondo marchinhas. Autor de sucessos carnavalescos do porte de “Cabeleira do Zezé”, “Mulata Bossa Nova”, “Maria Sapatão” e “Joga a Chave, Meu Amor”, Kelly colocou na praça sua mais recente criação através da internet, com um vídeo postado no YouTube onde, acompanhado por outros foliões, destila sua verve irônica. “Alô Alô Gilmar” faz troça de Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

6 marchinhas (quase) mineiras para o Carnaval

“Exaltação – Império Sentido na Avenida – Carnaval da síncope. Pratos limpos atirados para o ar. Circo instantâneo, pano rápido mas exato descendo sobre a sua cabeleira de um só golpe de carícia, e o teu espanto!” Ana Cristina Cesar

marchinha sobre temer e silvio santos

Nos últimos anos, além dos bares, BH tornou-se também a capital do Carnaval. Com uma programação ampla e diversificada a cidade passou a receber os tão tradicionais e antigos blocos carnavalescos que, fora remeter à memória, trouxeram suas próprias inovações com misturas inusitadas e, acima de tudo, festeiras. Vale fantasia, vale confete e serpentina, principalmente, vale alegria! Com esse intento selecionamos 6 marchinhas mineiras para você pular durante os 4 dias de farra e folia, cada uma delas distintas entre si, para privilegiar, como marca do carnaval de Belo Horizonte, justamente a diversidade. São elas uma marcha-rancho, uma marchinha entre o romance e a ironia, uma marcha em homenagem ao Carnaval e três marchinhas políticas, ambas com aquela já habitual pegada de humor. Vamos à festa foliar!