Entrevista: Raphael Vidigal fala sobre “O Sol Áspero”

“Acho que o mundo não tem sentido final, mas sei que algo nele tem sentido, e é o homem, porque é o único ser que reclama um sentido.” Albert Camus

É tudo mentira, tudo inventado, esclarece o autor Raphael Vidigal. “Como digo em determinada passagem, é um ‘livro da mentira, do enfeite’”, acrescenta o jornalista, referindo-se a “O Sol Áspero” (Gentil Editora). A empreitada de agora insere-se num formato de “romance experimental”, segundo o autor, letrista e repórter de O TEMPO, para acrescentar, na sequência: “Um pouco na linha do que Paulo Leminski propôs com o ‘Catatau’ (1975), ao chamá-lo de ‘romance ideia’”. “O Sol Áspero”, na verdade, deriva de um projeto para o qual Vidigal foi convidado em 2012.