Crítica: Exposição permanente presta justa homenagem a Inimá de Paula

“Ser artista significa: não calcular nem contar; amadurecer como uma árvore que não apressa a sua seiva e permanece confiante durante as tempestades da primavera, sem o temor de que o verão não possa vir depois. Ele vem apesar de tudo. Mas só chega para os pacientes, para os que estão ali como se a eternidade se encontrasse diante deles, com toda a amplidão e a serenidade, sem preocupação alguma.” Rilke

Inimá de Paula possui museu em sua homenagem

Nove anos após sua morte o Museu Inimá de Paula foi inaugurado na antiga sede do Clube Belo Horizonte e do Cine Guarani para homenagear o artista plástico natural de Itanhomi, interior das Minas Gerais. Portanto, já (re) nasceu histórico e manteve essa qualidade através dos anos. Além do nome, a casa também oferece na parte lateral do terceiro andar uma permanente exposição para saudar a obra de Inimá, sem contar que, vez ou outra, as peças do artista tomam outras instalações do prédio. Esta em questão, porém, é como uma síntese daquele considerado o maior representante do “Fauvismo” no Brasil, em que as cores e o estilo berrante das pinceladas tomam de assalto as cenas.