Análise: Crítico, Sábato Magaldi foi além do óbvio

“Poesia é a descoberta das coisas que eu nunca vi.” Oswald de Andrade

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Sábato Magaldi pertenceu a uma época em que era permitido e incentivado conciliar rigoroso arcabouço teórico à fluidez e pontualidade do texto jornalístico. Natural de Belo Horizonte cedo migrou para o Rio de Janeiro e logo depois São Paulo, capitais onde praticamente tudo acontecia em termos de inovação estética e criativa, recebendo cantores, escritores, artistas plásticos, cineastas e encenadores de todas as regiões do país. Sua preocupação era especificamente com o teatro, embora nesse meio não se restringisse a nada. Sábato dava pitacos em textos alheios, auxiliava atores em início de carreira e discutia concepções de cenografia com os montadores, mas foi, sempre, e, sobretudo, um crítico que soube enxergar além do óbvio. Que o digam Nelson Rodrigues, Plínio Marcos e Oswald de Andrade, entre inúmeros outros.