A história de Frida, uma guerreira

“Quanto a escrever, mais vale um cachorro vivo.” Clarice Lispector

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Ninguém ganha o nome de Frida à toa, seja por batismo consentido ou escolha alheia. Desde que a pintora mexicana tornou-se quase uma unanimidade mundial, nos idos de 1930 e 1940, a palavra se transformou, para além de seu sentido designativo, em símbolo de luta, perseverança, força, e, principalmente, ícone da liberdade feminina e valorização da mulher, além de trazer intrínseca a capacidade de reelaborar a dor real em beleza, fantasia e superação. Frida sofreu com doenças e acidentes, e a cada martírio que lhe atingia o corpo, preenchia com tintas as cores de sua alma em quadros impressionantes. Há que se dizer que a suprema consagração e alegria, para um artista, ao contrário dos políticos e outras figuras proeminentes de nosso estrato social, não é virar nome de rua, ponte, avenida, mas sim nome de cachorro.