Crítica: exposição em homenagem a Lêda Gontijo revela caráter jovial da artista

“A rosa em seu destino, eu a persigo
Em direção aos reinos que inventei.” Hilda Hilst

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Viva, produtiva e jovial. Aos 101 anos de idade a escultura, pintora e ceramista mineira Lêda Gontijo, natural de Juiz de Fora, no interior do estado, recebe exposição em sua homenagem. “Força Estranha”, em cartaz na Galeria de Arte do Centro Cultural Minas Tênis Clube até o dia 8 de maio, com entrada franca, prima, em primeiro lugar, pela ambientação, com farto material sobre a vida e obra da artista, onde se incluem depoimentos dela própria, em linguagem simples e emocionada, tanto em vídeo quanto nas paredes do local, decisão criativa e rara que causa um efeito ainda maior junto ao espectador, capaz de, logo de cara, aproximar-se. É aí que a exposição dá conta da face mais reveladora de Lêda, artista na acepção da palavra, clássica e contemporânea.