Centenários 2016: Murilo Rubião causou fascínio e espanto com literatura fantástica

“Eu, que podia criar outros seres, não encontrava meios de libertar-me da existência.” Murilo Rubião

murilo-rubiao

Se a vida bastasse uma expressão como o jornalismo seria suficiente. Ou, ainda, os fatos nos contentariam. É notório, porém, que o homem vive pela imaginação, e sobrevive, principalmente, através dela. Mineiro do Carmo, Murilo Rubião foi um sujeito comum, pacato, simples, descrito pelos amigos com certos adjetivos nada representativos de sua obra literária: tímido, quieto e até, pasmem, de poucas palavras. Não foi o único escritor de poucas palavras. Rubião publicou, ao longo de toda a vida, 33 contos, concisos e variados, com uma característica em comum, o fantástico que mais tarde se perceberia com outra nitidez nos textos do argentino Julio Cortázar e do colombiano Gabriel García Márquez. Noutras décadas, Murilo teve algumas obras adaptadas para o teatro, o cinema e a televisão, e traduzidas em inglês, espanhol e até alemão.