Entrevista: Chico Salem abre os braços para o mundo

“Pesa dentro de mim
o idioma que não fiz,
aquela língua sem fim
feita de ais e de aquis.
Era uma língua bonita,
música, mais que palavra” Paulo Leminski

Chico-Salem-entrevista

Chico Salem não chegou até aqui por acaso, sua história vem de berço, como a da maioria de nós, mas, no seu caso, já regada a música, e não apenas canções de ninar. “Isso me lembra que antes de falar eu já cantava algumas coisas. Lembro do meu pai tocando violão pra mim, Caetano, Gil e eu acompanhando com um ‘nanana’”, recorda. A influência decisiva veio também pelo lado materno. Sobre a primeira lembrança musical, não titubeia: “Minha mãe cantando para mim muito pequeno e eu cantarolando depois”. O músico se apresenta em Belo Horizonte no próximo dia 16 de abril, no Parque Municipal, em programação que faz parte do projeto cultural “Momentos Aymoré”, patrocinado pela fábrica de biscoitos. Já munido de novo repertório Chico receberá no palco o cantor Arnaldo Antunes, numa troca de posições, já que, ao longo da carreira, foi Salem que se acostumou a acompanhar o ex-titã.