Análise: Umberto Eco foi celebrado como erudito e popular

“Para sobreviver é preciso contar histórias.” Umberto Eco

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Umberto Eco pegou o tempo em que era possível, com enorme arcabouço crítico e teórico, ser muito popular. Algo parecido com o que Caetano Veloso, Gilberto Gil e os tropicalistas experimentaram no Brasil na década de 1970. Caminhos que para a literatura, em qualquer parte do mundo, em geral, sempre foram muito mais difíceis do que para a música. Um exemplo claro é a citação ao queridinho das academias num dos romances mais célebres do italiano, “O Pêndulo de Focault”. Eco, também, desfrutou de prestígio incomum junto aos acadêmicos durante a maior parte de sua trajetória. E vendeu mais de um milhão de livros com seu romance “O Nome da Rosa”, traduzido para 43 idiomas, dentre eles, o português. Esses não foram os únicos feitos do filósofo.