Centenários 2015: Orlando Silva, o “Cantor das Multidões”, uniu força e suavidade

“Meu coração, não sei por quê
Bate feliz, quando te vê
E os meus olhos ficam sorrindo
E pelas ruas vão te seguindo” Braguinha e Pixinguinha

orlando silva 1953

Ao primeiro olhar Orlando Silva apresenta mais semelhanças do que particularidades. Jovem, sofreu um acidente ao saltar de bonde e teve um pé amputado. As dores insuportáveis só eram curadas com morfina, vício que ao longo da vida substituiu pela cocaína, apontada como uma das responsáveis pela derrocada na carreira de sucessos. O período do auge comercial e de crítica durou relativamente pouco para os padrões da época, de 1936 a 1942. Foi quando registrou músicas até hoje famosas, como “Carinhoso” e “Rosa”, de Pixinguinha com Braguinha e Otávio de Souza, respectivamente, e “Nada além”, de Mário Lago com Custódio Mesquita. Entre outras gravações de impacto, mas que não resistiram ao tempo, destacam-se “Lábios que Beijei” e “Juramento falso”, da dupla J. Cascata e Leonel Azevedo, “Aos pés da cruz”, de Marino Pinto e José Gonçalves”, e “Dama do Cabaré”, de Noel Rosa, entre várias outras.