Crítica: Exposição “Barroco – Brasil / Itália – Prata e Ouro”, exibe martírio na forma de beleza

“Para trazer ao feno
o senso da escultura,
concentro-me: sou boi.” Carlos Drummond de Andrade

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Os românticos já choravam, os hebreus já choravam e os barrocos também. Por trás dessa ideia de sofrimento a redenção como combustível para a esperança humana. No caso da exposição “Barroco – Brasil / Itália – Prata e Ouro” oferecida pela Casa Fiat de Cultura em Belo Horizonte, ocorre uma divisão entre a arte dos napolitanos, talhada com o primeiro material, e a dos homens das Minas Gerais, com a madeira e o segundo. Além de exibirem figuras santas, deixam clara a capacidade artística de extrair do martírio o belo, e talvez nisso a chave para suportar as idiossincrasias da vida e do universo.