Disfarces

“Il y a toujours
quelque chose d’absente
qui me tourmente.” de Camille Claudel para Rodin

Gustav-Klimt

Nuca no bafo. Não se olham. Palavras intactas na garganta. Árida, rareando seca saliva dentro’boca. Incômodos, sérios, prosseguem caminho no silêncio itinerante.

Levanto-me depressa. Tonteira me arremessa. Rascunho um poema. Já foi embora (o outro). Pensei.

Mas não escrevi. Já não sinto orgulho nenhum. Humildade nenhuma. E sou só esse resto em meio ao meio que restou. Concreto caoticamente caibo na liquidez da vida.