Entrevista: Nando Reis

“O entusiasmo como profissão é a mais nauseante das insinceridades.” Cesare Pavese

Bailão do Ruivão

Nando Reis nunca escondeu do público, mesmo por debaixo de sua barba ruiva, a preferência por um mundo pop. Até nas canções dos tempos de “Titãs” é possível perceber que ele era de longe o menos punk e mais afeito a românticas interações entre os da trupe. E eram nove, um número nada inexpressivo para uma banda de rock.

O novo álbum do cantor, intitulado “Sei”, uma das canções inéditas e mote da apresentação em 23 deste mês no Chevrolet Hall, terá o acompanhamento do grupo “Os Infernais” e desfilará toda a ânsia amorosa que pauta o trabalho composto por 15 faixas, um número fora do comum para os padrões da indústria. “Entendo o amor como o principal motor da humanidade, no sentido de me perceber inserido e envolvido numa sociedade onde não existo sem o outro”, afiança Nando.