Show: Grupo de Choro Palácio das Artes

“Como é frágil o coração humano —
espelhado poço de pensamentos.
Tão profundo e trêmulo instrumento
de vidro, que canta
ou chora.” Sylvia Plath

Chorinho

Uma noite distante, peregrina, antepassada, que nos vem aos ouvidos como uma flor na enseada, meio bamba, leme a passar os dedos por sobre a franja do mar, que trazem, e regam, e regem, qual ondas, jardim, maestros-mastros.

Apresentando-se no Grande Teatro, o Grupo de Choro Palácio das Artes ergueu pernas de bailarinos do corpo jovem da instituição, reverenciou a Velha Guarda do Choro da cidade abaixando o tronco, e abriu os braços para a comunhão de árvores genealógicas das mais distintas.