Show: O Terço

Banda alavanca viagens psicodélicas no Palácio das Artes 

Show rock

Retomamos a nave de 1974, o disco voador cibernético dispara guitarras e teclados, fuzis anunciam canhões de bateria, bombas disparam o baixo. Tudo sem parcimônia, com paz, amor e cerimonial digno de batas linhadas e limadas na transição do espacial para o espaço.

Círculos contínuos transcendem para uma mulher com rosto de gato, cauda de sapatilha e adereços mais de estranha bailarina. Rodopia na pia no ralo da cozinha intacto, recheado por rodelas de limão e laranja. Cítrica caipirinha a circular (de novo) pela cidade grande, na orla, no berço, no braço do grande irmão a lhe puxar pelo imã do chamado: um triângulo na testa.

Show: Adriana Partimpim

Moça dos agudos de cristal Adriana Partimpim encanta adultos e crianças

Show infantil

Era abril de 1989, provavelmente em um outono menos frio que o de agora, e o jornalista, cronista e escritor (se todas não forem a mesma coisa) Caio Fernando Abreu escrevia sobre uma moça de 21 aninhos, verdes olhos, platinados cabelos e cotê demi-punk que, sem lembrar Gal, Marina ou Elis, encantava a todos (inclusive uma Marisa Monte presente na platéia) com seus agudos de cristal.

Os mesmos 21 aninhos que ela tinha na época se passaram e, por incrível que pareça, a moça rejuvenesceu. Pintou de pretos os cabelos platinados que já não têm mais nada de cotê demi-punk, colocou uma roupa de bailarina e manteve os mesmos verdes olhos. Além disso, a outra coisa que não mudou foram os olhos que a admiravam empolgados em mais uma de suas histórias, como a contar reais contos de fadas, tanto infantis quanto adultos. A moça também mantém os mesmos agudos de cristal.