Show: Quarteirão do Soul

Espaço reservado para a dança e estilo norte-americanos atrai vários olhares

Dança em BH

Por mais que o ditado permaneça e as aparências continuem enganando, ninguém parece levar isso muito a sério na capital mineira, mais precisamente na Praça Sete ou atrás do Mercado Central, no que ficou conhecido pelo nome de batismo popular, o já famoso Quarteirão do Soul, um ambiente reservado para a dança e a música do estilo musical americano.

A fundamental diferença é que essa reserva na verdade é praticamente um acordo intrínseco entre os donos da rua, ou seja, todos aqueles que participam da vida daquele lugar, ou quase todos, predomina-se a presença de pessoas da cor negra, seja por tradição, seja por racismo apenas.

Inezita Barroso (Sertanejo & Caipira)

Sertanejo

Há entidades que superam em muito suas respectivas produções. Nesse caso, a paulista Inezita Barroso pode-se considerar exceção no meio, prolífica tanto em acalentar canções de sucesso quanto em colocar o povo ao contato de suas raízes.

Raízes de fato, aquelas que emanam do mais puro atrelo ao que é maternal, vem de berço, da nascente que carrega vaga-lumes, pingas e barros. Folclore e sertanejo podem se colocar em equivalência num país de histórias insensatas e cativantes como o Brasil.

Ademilde Fonseca (Chorinho)

Chorinho

Ademilde Fonseca, a Rainha do Choro, da doce melodia, do amor sem preconceito.
Aquela cuja voz acompanha o ritmo e a velocidade que tem o mais sentimental de todos os sentimentos: o choro.
O choro é festa típica brasileira.
É confraternização alegre, em harmonia.
“é música clássica tocada com pé no chão, calo na mão e alma no céu”, disse o vocalista do conjunto MPB-4 , Aquiles Rique Reis, na mais perfeita de suas traduções.
Pois o choro remonta à mais antiga de todas as tradições brasileiras, de chorar cantando e cantar sorrindo.

“O brasileiro quando é de choro,
É entusiasmado
Quando cai no samba,
Não fica abafado
E é um desacato
Quando chega no salão”