12 videoclipes que já fizeram história

“A imagem inteligente é uma das formas que o cinema tem de ser profundo.” Luis Fernando Veríssimo

Videoclipes históricos no Brasil e no mundo

Aquele do Michael Jackson virando zumbi, do Freddie Mercury com roupas femininas ou, ainda, o do Raul Seixas cercado por relógios são exemplos de casos onde as músicas podem ser mais lembradas pelas imagens do que pelos sons. “Thriller”, “I Want to Break Free” e “Tente Outra Vez” continuam sendo belas canções, mas fica difícil avaliar se o impacto seria o mesmo se não fosse pelos videoclipes.

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Mago Hermeto Pascoal inventa mundo sonoro

“Para fazer uma campina
Basta um trevo e uma abelha
Um trevo, uma abelha
E fantasia.
Ou apenas fantasia,
Na falta de abelhas.” Emily Dickinson

Hermeto Pascoal lança No Mundo dos Sons

De todas as artes, a música é a que menos almeja captar a realidade. Sendo assim, sua natureza é essencialmente abstrata. O “mago” Hermeto Pascoal, 81, é mestre em embaralhar os significados prensados pelo dicionário, como se fossem as letrinhas de uma sopa em fogo alto, onde a condição audível mais preocupada em representar, casos da sonoplastia e da onomatopeia, se misturam a cartas que querem apenas “soar como sílabas”, diria Caetano Veloso.

O bardo baiano, que homenageou Hermeto em duas ocasiões, ao cunhar a expressão “hermetismos pascoais” (na música “Podres Poderes”, 1984) e com “O Estrangeiro”, de 1989 (nos versos “o albino Hermeto não enxerga mesmo muito bem”), não é um dos contemplados no disco lançado neste mês de agosto pelo “bruxo”, descrito pelo trompetista Miles Davis (1926-1991) como “gênio”. Entende-se, afinal, num dos “arranca-rabos” mais conhecidos da música mundial, Hermeto chamou Caetano de “musiquinho” quando este elegeu a música norte-americana como a mais importante do século XX em detrimento da brasileira.

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DNA musical: 14 filhos de músicos famosos

“Pois me beijaram a boca e me tornei poeta
Mas tão habituado com o adverso
Eu temo se um dia me machuca o verso
E o meu medo maior é o espelho se quebrar” João Nogueira e Paulo César Pinheiro

Filhos de músicos famosos gravam discos autorais

Caymmi, Gil, Veloso, Baby, Moraes, Nogueira, Bosco e Buarque podem ludibriar, numa primeira vista, quem liga o nome à pessoa ou adquire o livro pela capa. Se a sentença seguinte afirmar que os sobrenomes pertencem a Alice, Bem, Moreno, Pedro, Davi, Diogo, Julia e Clara, ninguém terá sido enganado. Herdeiros de artistas famosos, os citados pertencem a uma geração que, cada vez mais, não só opta por seguir os passos profissionais dos pais como, em alguns casos, têm se lançado em empreitadas capitaneadas pelo nome mais famoso do clã.

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Análise: Paulo Silvino colocou corpo expressivo a favor das piadas

“Posso inventar qualquer coisa, zombar dos outros, criar toda espécie de mistificações, fazer todo tipo de piadas e não ter a impressão de ser um mentiroso; essas mentiras, se quiser chama-las mentiras, sou eu, tal como sou; com essas mentiras, não simulo nada, na realidade com essas mentiras estou dizendo a verdade.” Milan Kundera

Paulo Silvino deu vida ao porteiro Severino

Se o modelo de beleza grega é pautado pela constância entre equilíbrio, simetria, harmonia e proporcionalidade, o que esta noção sugere como risível aponta justamente para o contrário. Diante deste segundo quadro, podemos nos deparar, frente ao ridículo, com outras duas possibilidades: repulsa ou empatia. Quando esta segunda reação acontece estamos, inevitavelmente, no campo do humor. No caso do ator Paulo Silvino, uma observação panorâmica revela o uso destas valências em todos os personagens que ele, literalmente, incorporou ao longo da trajetória. Não que sua representação buscasse o realismo ou alguma naturalidade, ao contrário. Com trejeitos e cacoetes típicos das definições de caricatura, Silvino soube colocar seu corpo expressivo e abundante a favor de piadas tão imediatas quanto uma assimilação física da realidade. Criou bordões cuja impulsão vinha mais da estética que do conteúdo. Prova é que a mera reprodução das palavras utilizadas não é capaz de alcançar o sentido delas quando imprimidas na tela por meio das atuações.

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20 Músicas Especiais de Caetano Veloso

“Porque a frase, o conceito, o enredo, o verso
(E, sem dúvida, sobretudo o verso)
É o que pode lançar mundos no mundo” Caetano Veloso

Caetano Veloso é autor de Coração Vagabundo

A primeira palavra dita por Caetano Veloso foi “quem”. Ao menos quando se toma como base sua carreira fonográfica iniciada em 1965, com a edição do compacto simples que traz “Cavaleiro” (da onde se extrai a expressão) em um lado, e “Samba em Paz”, no outro. Hoje, uma licença poética digna da liberdade defendida pelo bardo de Santo Amaro desde o princípio das eras tropicalistas, nos permite dizer que todos sabem quem é ele, chame por Caetano, Caê ou até a abreviação de sobrenome que rendeu título de disco lançado em 1984, Velô. Afinal Caetano é muito, muitos, e tens um coração vagabundo capaz de guardar o mundo em mim. Para expressar essa diversidade escolhemos algumas das nossas canções prediletas deste leonino.

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