Discografia do músico mineiro Flávio Henrique

“Lua luou
Vento ventou
Rio correu pro mar
Foi beijar
As areias de lá” Flávio Henrique

Flávio Henrique é autor de Casa Aberta

Nascido em Belo Horizonte no dia 20 de julho de 1968, o cantor, compositor, instrumentista, arranjador e produtor cultural Flávio Henrique, teve suas músicas gravadas por grandes nomes do cenário nacional. Em 1999, Ney Matogrosso escolheu “Olhos de Farol”, parceria do mineiro com Ronaldo Bastos, para dar título ao disco que continha músicas de Cazuza, Rita Lee, Lenine e Itamar Assumpção. Flávio Henrique compôs com Paulo César Pinheiro e Luiz Tatit e viu suas canções ecoarem por meio das vozes de Milton Nascimento, Ed Motta, Fernanda Takai e Zeca Baleiro. Ele também foi presidente da Empresa Mineira de Comunicação (EMC), à qual pertencem a Rede Minas e a rádio Inconfidência.

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4 Vocalistas do Barão Vermelho

“O sal da terra ainda arde e pulsa
Aqui nesse instante, e olhamos a lua
E babamos nos muros, cheios de desejos” Cazuza

Cazuza e Frejat com o Barão Vermelho

Cazuza é um dos mais prolíficos compositores brasileiros, principalmente no que tange a parcerias, não só a tempo de vida. Morto aos 32 anos, pelos efeitos da AIDS, o poeta exagerado praticou em vida a arte do encontro, e encarnou o ideal brasileiro da mistura, da mestiçagem, do liquidificador em segredos compartilhados com o público. Gregário e explosivo, lírico e desbocado, Cazuza passeou em raras parcerias ao lado de amigos como Léo Jaime e o inseparável Roberto Frejat.

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O chocalho da cobra

“Um poema que não te ajude a viver e não saiba preparar-te para a morte não tem sentido: é um pobre chocalho de palavras!” Mario Quintana

O chocalho da cobra prepara seu bote

O escritor irlandês Oscar Wilde (1854 – 1900) afirma que “nada é tão perigoso como ser moderna demais. Fica-se com uma tendência a virar antiquada de repente”. Por outro lado existe uma piada produzida para a televisão baseada em séculos tão passados que o protagonista garante que nada substitui o texto escrito sobre a pedra, pelo valor de toque e materialidade que essa experiência proporciona, até que ela cai e se espatifa no chão. Há ainda definições que um dia me vieram como forma de poesia livre: À frente do seu tempo é um homem ansioso. Um homem do seu tempo é um sujeito conformado. Um homem do passado, esse sim, é um clássico.

O caráter provocativo dos três exemplos serve para relativizar a discussão em torno dos suportes e determinar o quanto temporalmente as inovações tendem a uma natureza cíclica. Essa não reverência ao novo simplesmente por esse aspecto é o que pode levar a uma relação de profundidade com as tecnologias que se insurgem, mais destacadamente o virtual, cuja dimensão de fronteira entre definições limítrofes traz à tona outra máxima poética valorosa, desta feita do poeta gaúcho Mario Quintana (1906 – 1994): “o fato é um aspecto secundário da realidade”. O que significa aqui interpretar que a PRESENÇA do VIRTUAL é hoje, ironicamente, irrefutável.

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Pocilga: o Surrealismo Social de Pier Paolo Pasolini

“Cessa estes ecos porcos,
Esta imundície coxa, este braço torto
Reabre o tapume verde do poço,
Salta dentro, ao negrume tosco
E se nada resta afoga-se no lodo” Ana Cristina Cesar

Pasolini filmou Pocilga em 69

Após chamar Hitler de “fêmea assassina” logo na introdução, a cena seguinte apresenta um curral de porcos prontos para serem abatidos. A sordidez das imagens se completa através da trilha original tocada ao piano por Benedetto Ghiglia. Trata-se do filme italiano “Pocilga”, lançado em 1969, e chamado em sua língua pátria de Porcile. Ainda que seja definido pelo crítico Luiz Santiago como:

Uma de suas realizações mais estranhas, não necessariamente pelo conteúdo (até porque existe Saló ou 120 dias de Sodoma), mas pelo fato de o filme também ser tido pelo diretor como uma grande metáfora ou ainda um grande jogo sádico entre psicologia humana, política e sociedade, tríade que pontua a civilização e é responsável tanto pelo seu aparente sucesso quanto pelo seu
comprovado fracasso (SANTIAGO, 2014).

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Quem são os melhores?

“A nossa ciência não é nem mesmo uma aproximação; é uma representação do Universo peculiar a nós e que, talvez, não sirva para as formigas ou gafanhotos. Ela não é uma deusa que possa gerar inquisidores de escalpelo e microscópio, pois devemos sempre julgá-la com a cartesiana dúvida permanente. Não podemos oprimir em seu nome.” Lima Barreto

O Grito, pintura de Edvard Munch

Por que tanto medo da subjetividade? A pergunta deveria estar direcionada ao próximo e semelhante, mas a guardei para mim. Chega a ser engraçada, para não dizer ridícula, a crença de alguns jornalistas sobre os adjetivos. Havemos de concordar num ponto: esse tal valor absoluto da qualidade já foi varrido, e não é de hoje. Se critérios elementares afeitos à técnica e circunstância nunca foram suficientes para julgar arte, e essa percepção instalou-se soberanamente sobre as cabeças desde a vanguarda (seja lá o que esta expressão alcance) só há um motivo para aqueles que se consideram especialistas no assunto se manterem presos a rédeas do passado. Ou melhor, dois: cisma de importância e defesa de mercado. Se toda opinião vale tanto quanto pesa a insustentável leveza do ser, qual seja: quase nada, logo, qual é o meu papel nesse mundo?

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